Urasau



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LOBA-STOCKHAUSEN

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ACTO-1

Uma Loba sonâmbula submerge das cores infinitas da sombra, das cores de MURU, das cores infinitas da língua-que-não-é-lingua-mas-uma-força-do-sucedimento, uma força aberta aos chifres do mundo, ao entrelaçamento das ribanceiras mudas. Ela é um tempo da gestação e do esquecimento-que-é-infinitude-que-é- garimpeiro-de-longitudes-de-cardumes e de vaqueiros em gravitação. A Loba aproxima-se de todas as épocas como uma batida incomensurável, um fluxo do vazio-que-é-terra-que-é-fisiologia-heterogénea

(arena de gomas arábicas a intersectar as enzimas dos trópicos ou serão  ventres incinerantes em forma de golpes circulares?: efígies de catástrofes corporais, de tessituras portuárias) e a sua caminhada é uma cartografia emancipatória, uma re-ligação mimeografada de matérias. A Loba é uma onda vibratória-intersemiótica. CASA-magnólia de Leonor de Aquitânia onde Moholy-Nagy ondula na beberagem dos cruzamentos faiscantes.Uma cicatriz dos faróis dos hemisférios. Loba-Smutronstallet. Em transe performática navega na reconstrução-impermanência nanoenergética OU no grafitte-devir de Tarkosvsky-Allen Ginsberg-Sousândrade-Marosa di Giorgio: os caminhos involuntários, a regeneração nómada, os acervos errantes-mas-ecológicos-e-a-sangradura-das-sagas são atracções da incorruptibilidade dançante do mundo, do uivo dançarino. Do uivo Manray: som a ressoar na impossibilidade, na mirra do canavial_______cortejo hepático e as vozes são arcos mutantes, moléculas dedilhadas. Veias que se expandem e se transfiguram. Bigornas do fogo-primitivo. Radiaçoes a reabilitarem os epicentros da arqueologia.

 

As linhas férreas em forma de pele deslizam na multiplicidade do deserto hipnótico propulsor das melopeias ilimitadas e o covil-que-é-jogo-que-é-órbita-holística-e-dionisíaca empenha-se no renascimento do silêncio da perspectiva-que-é-jubilação, nas teceduras da estética movediça, nos andaimes das improvisações, nas digressões do utópico, da percrutação do abismo como uma aventura libidinal ou a sublevação que assume os movimentos oscilatórios da vida: os desdobramentos dedilhados pelos rastos cantantes. Ela é a ressonância antropológica do labirinto-MAPUDUNGU, a destreza arrebatadora de habitar-o-mundo-institual (efervescência das tonalidades matriciais). Ela é secreta ao pluralizar-se na devastação vocabular, nas ilhas eruptivas da impossibilidade, nos jactos da revivescência de LASCAUX
………………………e na fenda-em-conflito, nas mandalas milenares
………………………………………..na impulsão iminente constrói passagens nas emersões incicatrizáveis da arte, no curto-circuito sazonado das fábulas_____pórtico de IORUBÁ: eis a Loba-Loba a mergulhar nos fluxos, nos desenraizamentos: Loba a encurvar a translucidez dos regressos, a vergar as vazantes nos teatros mónadas: eis o uivo multicelular no absurdo astral. O uivo prismático que unifica a violência criadora do Covil: as partículas do espanto migram para o desconhecimento do drama e os uivos recomeçam: condensar o desejo-da-palavra-uivo, a tensão e a antecipação da fertilidade entre o movimento da arquitectura dos organismos, a pulsionalidade da SIMBIOSE do vazio e da ausência, a visão indomável da linguagem que funde os interfaces da catástrofe e o uivo dinamita-se num teatro Beckettiano: cintilação do espaço secreto das teias-verbais, das teias em fluxo-de-espera e a Loba dissolve-se na fulguração enigmática, na nidação do labirinto, no (in)acessível ao aderir à expresão selvática como a irrupção carnal a transfigurar-se no louco desnudamento para se integrar na materialidade rítmica (a candência da vida na efabulação e na instantaneidade do desejo): o uivo a re-criar os entrecruzamentos da diferença contínua (cosmicidade/sismicidade elemental) e da contaminação instintiva dos corpos que se infinitizam ao trespassarem o caos: aqui re-começa a imensidade germinativa da Loba( cartografia bipolar________magnetismo da liberdade, do infigurável, do inapreensível, dos templos giratórios que desabrocham a afectividade viva, a musical opacidade, o não-saber paroxístico e o uivo traz outros uivos para dentro de si próprio como um dicionário medular, um dicionário fractal  : UIVO-covil das fragmentações sedutoras. Um uivo antes do uivo. Uivo erotizado. O uivo-do-não. O uivo confunde-se com o uivo. Ele é uma ebulição da sua própria travessia: a Loba realiza-se na indecifrabilidade, na sinestesia-que-é-terra-que-é-ciclo-do-corpo-feiticeiro, na deriva das imagens inaugurais: a revisitação do uivo alucina-se no silencio porque o território invade o invisivel e liberta-se( elimina-elimina-elimina em forma de êxtase e o uivo desaparece ao surgir como uma desordem que habita a mutabilidade do corpo. O uivo suga o seu próprio uivo, vigia o seu próprio uivo e como uma antena sensórea mergulha na caverna e forma o veneno KARST entre as lanternas das cabeças: uma emboscada da inexistência ou a simulação do recolhimento uterino. Uivo da espeleologia das superfícies. O uivo do animal-dançante-cantante é um incubação obscura, hipnótica porque reinaugura o simulacro e regenera-se com as epifanias, com os deslizamentos( topografia das rupturas). O uivo está sempre a reactualizar-se como expressão estética de um corpo-resistente e eclode na devastação, no desmesurado para sobreviver na tatuagem movediça. Ele troca as ruínas nos limites porque é uma energia dançante das esfinges que instaura as sombras acústicas no mosaico da verdade de outro-uivo. Ele anuncia o corpo-fissura, o corpo-cântico: uma interacção mútua de cesuras
encantatórias_______________a erosão-vivificada do seu olhar é uma ressurgência (senda da subjectividade e das combinações caológicas): MARKLAND está no SEU recolhimento, na expansão do deserto aglutina as PUPAS como secretos ductos salivares. A vértebra sacral de todos os animais singulariza-se nas confidências sensoriais, no descentramento das escamas massetérias:
……………………(a apropriação súbita e indefinível das flâmulas da metamorfose): CIRCULARIDADE mesopotâmica: foices andróginas das serpentes-succubus como variações hieroglíficas das medusas de Genet e os canais da ferocidade de Bataille triangulam na mímica de Etienne Decroux para desmesuradamente percorrerem as onomatopeias das sombras-anafroditas do asilo de Ville-Évrard: epicentro das varíolas que ocultaram os soluços oculares de Camille Claudel: CAMILLE-Loba encharca-se no itinerário-vertebral: “o metaphysic do sol” de ODYSSEAS ELYTIS e embala-se no Zorba, o Grego de Nikos Kazantzakis: Camille é miscigenada pelos velejadores das feuilles volantes de Konstantínos Kaváfis: possível ARIADNE até L’Age Mûr:

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…………………………………Uma devastação de linhas poligonais
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A Loba-Loba interroga as apoteoses dos exílios
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com extensíssimas vozes, modulações, urdiduras, fluxos
……………………….com as iluminuras dos circuitos-cerebrais-e-das-efígies-da-revistação( ilusão da cerâmica-corpórea)
……………………….com a infindável pele-escrita-contaminadora onde tudo se funde e se cruza( placa de NAZCA-estar-do-estar: Sonho-do-sonho a libertar os lugares dos mondadores, as distâncias indetermináveis do boxeador Georges Carpentier: a fenda do nascimento a amanhar a babel nas avessas de J.K. Huysmans: as fábulas propagam os gritos, as colagens do nada-metropolitano, o sublime “facere”: a visão heterogénea acontece nos abalamentos do dom de disseminar a cisão, a ANATOMIA do terramoto, a OPALA de fogo, a HAMADA, O BRAÇO de ÓRION:o simulacro no incomensurável e nos espelhos das primeiras vontades: os tactos da translacção para o ÁPEX propiciam o sublime aborígene, a inocuidade do oculto em confronto
………………………com o estranho______(os relâmpagos das espécies da linguagem do corpo)
………………………com a claridade do fulgor subterrâneo
………………………com a emancipação do silêncio que se dissipa no jogo dos bastidores, nos corpos trémulos-descontínuos de Citizen Kane e na diferenciação vascular das zoologias: os gânglios nervosos irrompem como um fluxo de apegamentos experimentais onde as CAMPÂNULAS das ambivalências e as des-codificações são espermatecas-NOA NOA e tudo falha entre as faíscas das fiandeiras e as vesículas de veneno:Loba que planta Árvores regeneradoras: explorar o relâmpago que não existe, as línguas bífidas): habitantes eróticos do desassossego, do insondado, do centro desprovido de certezas: Covil da ir-realização, do encadeamento e do assombramento estimulador das transmutações das trajectórias_____espasmodicamente_____: Covil inexprimível na luz(ressonâncias da mamangaba,  osso lacrimal em encenação)____________ a vivacidade dos ecos cósmicos perfura a assombração do corpo verbal e da variação geográfica da memória (a transformação das personagens lendárias : uivo hidrodinâmico a partilhar in-comunidades na CÁVEA: força perceptiva da Loba-do-informulável e dos curto-circuitos das pré-linguagens que dizem: infusão-do-choque-das-sensações, defrontação-da-palavra, integridade-das-urdiduras-de-POE: submergir na auto-criação e fundar a configuração sonora das roldanas do IDIOMA, da grandeza a-histórica, das migrações para fortalecer a raiz das escadarias onomotopaicas_____a Loba perspectiva-se ao desofuscar o inexplorável e ao obscurecer os instantes puros. PURO-deslocamento na incomunicável espécie que se entrelaça na remigração do êxtase, nas contracções da ecologia-em-festa e o espanto fragmenta-se como um jogo de venenos-e-contravenenos, uma região de pegadas descentralizadas. Pegadas-de-boomerangues-descaminhados. Pegadas sem começo nem finalização, apenas metamorfose. PEGADAS a segurarem vidas interiores. Pegadas das entre-forças da experimentação__________zonas CÁRSTICAS.
A LOBA tem um rasto incomparável, raro que refaz os azougamentos descodificando matérias e reunindo heterogeneidades, INFINDÁVEIS FEITICEIRAS: a fogosidade de Kandinsky, os ideogramas de Hagoromo de Zeami, as viagens de Blaise Cendrars, a estranheza de Hélio Oiticica, o espanto de Karlheinz Stockhausen, as turbulências de Werner Heisenberg, el secreto de Kafka de Virgílio Pinera, as cores escultóricas do abismo-ANHUMAS de Georges Braque constroem o Covil-em-movimento como potências entrelaçadas que arquitectam transculturações-em-fuga, búfalos de oxigénio, umbigos infinitos, ventanias das faunas onde a LOBA oscila nas linguagens prematuras para se tornar numa contracurva de habitabilidades imperceptíveis. UJIJI Ou a lucidez desterritorializada. Os despenhamentos são contínuos para construir resistências. Resistências ondulantes-serpeantes e a Loba é um estiramento das travessias, uma migração ramificada, um carrossel de trovoadas dentro das jubilações estéticas. Ela encara o vendaval-RAPANUI para conhecer o seu próprio corpo como fugacidades agramaticais, plenas de inebriamentos e de interacções. Ela é a gigantesca golfada de KO. Ela é o corpo noutro corpo em pluralidade activa e infinita: intensidades e reencenações que se aproximam e se afastam como um vórtice cromático a criar simultaneamente rupturas díssonas e harmónicas. É o arrebatamento, o intempestivo e o extemporâneo em permanência. O Covil é trasladado pelas usinas da fabulação e demonstra-se na dissolvência-construção da tragédia que está continuamente fora-e-dentro da ESTEPE. A Loba livra-se para a Loba-outra____ INGÉNITA VARIABILIDADE que AVANÇA, se dissipa, se concentra, se descentra como uma correnteza energética restauradora do deslocamento e do atraimento estético( VÁDI nas incrustações das montanhas TUARAU). Intensificador dos ritmos autónomos. A Loba como uma linguagem inaudível RESISTE. Pilares coronários de YAGAN e de KEKCHI-MAME.

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A LOBA UIVA-infinitamente-e-forma-o-silêncio-absoluto-dos-caminhos-que-se-bifurcam. A Loba e o longínquo reflectem a mutação de um olhar-em-proximidade como um hino de memória, uma alegoria dinâmica. O covil na proliferação cinematográfica que captura a ausência abismada. O Covil-em-modulação cria encruzilhadas de mudanças, de trajectos, de densidades que se transformam em sonoridades e encadeamentos marcadores-rítmicos de territórios onde a interminável escrita-uivante cria impulsos mágicos, aventuras-linhas-em-galope que se propagam para revitalizarem o centro da NATURA (a Loba-é-a-força-do-olhar-sem-ecossistema e regressa à tragédia, ao desastre, à visualidade-estética, ao absurdo enquanto teatro da configuração da iminência, das correspondências, das experiências que intersectam as energias do pensamento-acontecimento-SAMAÚMA-pulsante-entre-povoamentos-IBEROPÚNICOS_________a devassidão, a deriva, a suspensão e a originalidade-de-refazer-o-corpo. Num simulacro imanente a Loba desperta o desconhecimento dos limites do SEU corpo. Ela atravessa o corpo como cordas e TRILHAS-em-disseminação, uma episteme de rupturas, um zigue-zague, de recolhimentos, de expansões e de possibilidades). Loba e Covil no labirinto-dos-labirintos criando jogos de saídas e de chegadas momentâneas onde tudo se adivinha. Jogos afastados de fórmulas e alimentados pelos acasos. O furor dionisíaco e a natureza apolínea encontram-se e ondulam simultaneamente até à indefinição, ao desmembramento, à volatilização e a arte da estepe, da floresta, do vazio, do deserto sobrevêm dentro de uma vontade sísmica-musical (Toccata et fugue de Bach ). HADES transforma-se numa inflorescência OU Serápis: abisssal trilho-obscuro OU plantadores de origens desconhecidas e a Loba contempla-se no dentro-fora e no horizonte-que-é-húmus.

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A Loba-Loba cria e recomeça nas despinturas das danças
……..como uma harmonia de miríades de instabilidades
……..como uma pauta desacorrentada a contaminar-se nas
………………………………………….arquitecturas espontâneas
……..como uma infinitude hieroglífica no relâmpago: losangos do som: corredores entre corredores e o som-uivo é um obelisco líquido cheio de dentros, cheio de avessos____o Nilo azul, o Nilo branco nos afrescos giratórios de SAGAMARTHA (desmanches lunares, a matemática, a escrita, a dança, a perspectiva estética na re-construção do COVIL_____hélices vertiginosamente ambulantes e as fronteiras dos uivos formam o estuque do SFUMATO: a Loba poliniza os refluxos, as sublimes tranças da desorientação e as linhas medulares com a manumissão do corpo-espiritual-alegórico-acústico-escrito-falado-separado e próximo( a Loba na sua violência subjectiva e afectiva procura o grito fantasmagórico, o ritmo ilimitado das conexidades-enquanto-cinema-de-sensações: criptas opticas-sonoras: ranhuras opticas-sonoras): os cruzamentos do pensamento e da exuberância visionária irrompem na plasticidade cosmogónica como travessias antagónicas que se interseccionam para restaurarem o lugar da perplexidade, da interrogação, da transmudação, da deriva até à totalidade da presença-que-renova-a-ausência como uma consistência autofágica, uma modelagem de pêndulos, uma cornija voadora dos trópicos (exposição cientifica e filosófica entre o começo, o esboço, a história e a polissemia do insondável e do lendário; O OLHAR-em-tapeçaria é o UIVO numa tradição/actualização caleidoscópica). O Covil conflituante reactualiza-se nos impulsos fractais, nas ambiguidades do erotismo verbal e organicamente regressa aos primórdios através dos rituais, das aberturas espessas_____SKEPSIS chamejante____o corpo vivente de KHOISAN, o corpo poético do rio MAPOCHO: a explosão institual, as foices artísticas e a cinematografia imprevisível des-vendam a força abissal do inexplicável, da existência-em-movimento-radical-em-deflagração-criativa. A Loba provoca a eclipse do tempo, do espaço e incandesce na sonoridade da fantasmagoria arboriforme, nas vivências principiadoras do desaparecimento, dos invisíveis recolhimentos como a refulgência simultânea da perda e do encontro: arrebatada FUNDIÇÃO da reminiscência/fantasia até ao LUDO da vida da linguagem( escamas em mutação, electricidade vertebrada, vísceras do rastro, lanças listradas)_________Louise Bourgois, Marina Abramovic, Sonia Delaunay, Barbara Hepworth, Hannah Oca, Jenny Holzer, Mafgalena Holzer, Frida Kahlo, Barbara Kruger___________madeixas de sombras gorgolejantes, uivos em círculo, uma ceifa a anelar os fluxos dos pianos de KAWISQAR.
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A Loba enraíza-se na cenografia do pressentimento e renasce na pura autonomia dos templos indígenas, da cristalografia onde os silêncios-nucleares e  se regeneram como um reencadeamento de ressurgências e o livro-natureza, o quasar das zonas de arrebentação dinamizam-se como uma gigantesca larva da imagem-movimento, uma gestação visionária a interiorizar-se na construção/descontrução/transmutação das fracturas estéticas
(antiquíssima felinidade, cratera de VALLEJO-GAITÁN-JAVIER-HERAUD-RESNAIS-WELLES-MIZOGUCHI_________CORDAS nos OMBROS das sombras: CIRCUITOS das SOMBRAS: cabeça de cavalo como eixo magnético ou o ar equatorial ou o terraço de KAME ou as cordilheiras a desdobrarem-se sobre os perfis de TARN: os galope dos plasmas costuram as atiradeiras da imagem-tempo): A Loba dos anfiteatros da peregrinação revela os atravessamentos das crateras fertilizadoras e a caverna orgânica sente a energia primordial do saber espontâneo como uma teia placentária na abaladura dos cânticos (metamorfose emancipada, febre dos escorpiões): as iluminações das fronteiras do desastre e as composições indefiníveis do ciclone enunciam os exploradores da petrologia-do-estar-na-cávea e a tragicidade dos itinerários das espécies onde a celebração idiomática é uma perplexidade oscilatória, uma infinitude do indizível. A Loba desmonta as cores secretas das ligações cósmicas e reabilita-se entre os diálogos das assombrações e o encantamento das vertigens de KLIMT, PAUL KLEE: culminância da caminhante das imanências, das reentrâncias dos desapossamentos, das pinturas-escritas: a aventura do vaticínio das forças-contrárias do covil, as omnisciências da música, o êxodo e a sismologia da linguagem________fechamento subterrâneo /abertura da ausência / variações da presença/ figural-paradoxal/reflexão-luminosidade sobre-sob a floresta/ irrisão das des-escritas/voracidade das correspondências/nascimento-regressão das novas formas do COVIL/sonância labiríntica do /sentido-não-sentido: asterismo reconciliador dos instantes/ rupturas e fronteiras evanescentes/ alabastrinos na secreta existência /alfabetos da vertigem/despojamento entre o evidente e o imperceptível / ritmos dos resgates/ revelação dos fragmentos / indecifrabilidade-combinatória/inquietude da analogia/ mitologia/ o galope do astrónomo e a visualidade/ o autor ausente/ tempestade dos signos/disseminação e multiplicidade da imagem-palavra: RECOLHER infinitamente os ciclos vertiginosos (transe reconciliador dos meridianos do NADA: floresta violenta do corpo como a visibilidade extemporânea dos vocábulos sobre as radiações mineralógicas dos devaneios: psicadélico simulacro dos nómadas. A fábula na autofagia das geografias__________a Loba na sublimação das naus panteístas) a Loba caminha para dentro dela para combater-enfrentar a natureza: ensimesmada dilaceração do instante onde o uivo é já uma bifurcação, uma inscrição transversal:
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A Loba-Loba alimenta-se da eclosão do intraduzível, do RARO PERFORMATIVO e bate na substância prismática da catástrofe, na combustão dinâmica da imprevisibilidade, na procura imperscrutável, no desejo concebido no deserto como uma felina sonâmbula, um ápice de WADJA
……………….que re-visita a obliquidade do impossível,
……………………………………………a elementalidade da imanência
……………….que coincide com a claridade-entre-a-escuridão (as enigmáticas vertentes da representatividade: lacunas das monções e os eixos intempestivos são dedilhados pelo corpo-animal______um animal de faróis cambiantes-insulares)________uma reconstrução magnética-polimórfica (enervamento da similitude dos contrários: vozes re-criadas na sacralidade, nas possibilidades, nas transgressões, nos travesseiros da crueldade: cintilações das espadas cuneiformes. Arcos dos polvos do pensamento e a Loba está sempre em desequilíbrio: ofício original que vem da superfície arrancada à corporalidade
………………que vem dos mapas dos impactos
………………..que vem da memória da leitura e da re-escrita,
………………….que vem dos fazedores dos caminhos (i)legíveis, dos espaços (ir)reais e na ebulição das perspectivas as tonalidades mineralizam as intermitências das cáveas-no-mundo: a arqueologia ultrapassa o carbono: a inclinação-enunciativa-dos-obstáculos se fracciona-em-fugas-de-texturas, em re-visitações artesanais, em obsessões aleatórias: estética oscilatória-híbrida a cinzelar os ilimitados simulacros e a escuridade perceptiva que se transforma em desintegração lucífera para suspender o UIVO-desértico como uma viagem viva( vaivém cartográfico a revelar a luz-do-invisível, quase sonoridade  do relâmpago. A Loba caminha e ressurge na sua própria invisibilidade, na sua (des)ocultação
…………………..como uma estilista devastadora
………………………como um eco que nos habita e nos nutre______fractura denteada: desfiladeiro de OLDUVAI (Ungaretti, Pavese, Montale, Godard, Syberberg)
…………………..como um alarme de rupturas contrárias.( HORN de matérias espiraladas): A Loba emancipa o alvoroço polissémico nas moradas do deserto, na ascese da palavra, na fragilidade-animal e os aulidos absorvem os instantes nativos, os itinerários misteriosos como uma dinamização vulvar-acústica entre os dilúvios babélicos-demiúrgicos e os calígrafos do não-dizer e da cisão-do-mundo: eis o dínamo da linguagem no subsolo antropofágico e nas aberturas dos movimentos pendulares onde a intersecção é uma BARBATANA PÉLVICA, é uma ambivalência da gestação-sagrada-profana, uma perfuração mineralizada a experimentar-experimentar: a Loba acrescenta-se ao chamamento crepuscular, ao desenho mágico da leitura artesanal-cibernética: uma língua da língua entre tantas línguas: o cântico da vertigem e da lunação silabária: o silêncio a espacializar o Covil.

(Henri Cartier-Bresson-Robert Capa-George Rodger-David Seymour: sensorialidade placentária do mundo: iridescente microscopia do Covil)

……..A ilusão-dinâmica de Muler-Lyer e o efeito de
…………………………………………………Kuleshov numa fusão insondável

Covil perceptivo-ondulatório-acústico a disseminar-se nas revisitações arquitectónicas dos reflexos místicos, dos gêisers HORU, dos êxodos e a fisiologia da multiplicidade reinaugura-se no fascinante manancial zoológico-humano, na excitação da palavra das forjas-intintivas como um deslocamento de falhas: re-descobrimento do “livre-livre”sob os ensejos polissémicos e as improvisações morfocromáticas são superficies das cavernas marinhas: a diversidade fenomenológica do trama verbal. A Loba ausculta outras vozes, outras substâncias ao re-inventar o seu corpo-de-escrita-e-re-escrita, o seu percurso-de-imagens, as suas trincheiras inacessíveis-incomunicáveis mas sempre visuais
(impetuosas constelações da experiência)
(imperscrutável contradança da perspectivação até ao encontro das estepes desconhecidas. Um encontro permanente. Um enconto de infinidades, de turbulências, de linguagens-em-movimento, de instantes fulgurantes da vida, dos magmas que nos re-ligam às travessias do poema-que-acontece-sempre-no-deserto, na imprevisibilidade): cizânia fundente dos confrontos das rotas, dos desdobramentos das bússolas. Cizânia-mandibular a electrocutar os painéis da existência__________focalidade tectónica a conflagrar-se nas ressonâncias prismáticas do cinema mental: a Loba mundifica-se e subverte-se nas hibernações zodiacais e os sentidos-não-sentidos fortificam o desnudamento do idioma, as tapeçarias da visão, as partituras da fogosidade, as especiarias dos conflitos planadores, as movimentações trans-históricas, os estonteamentos magmáticos ________Loba hipnagógica, Loba das polaridades, Loba estimuladora da coalescência, Loba na cristalização cerâmica: policromia epidérmica: , Sincronizações, fraccionamentos e multiplicidades alongam o animatógrafo oceanológico do Covil: ecrãs-esfíngicos lancetados (Hieronymus Bosch-John Sell Cotman-Arthur Melville)

A Loba combate-se a si própria e descobre os reflexos ocultos entre Zeus-Mnemosyne-e-Eleutera, as imagens-do-desejo, a exploração do informulável, as transfusões dos epicentros e recolhe-se nos renascimentos da sismicidade como um APOASTRO-CARIOPSE na liberdade perceptiva: Loba-Polímnia e Urânia: ela subverte os vestígios das coordenadas e experimenta a potência das matilhas iluminadoras: o nada que é linfa-cénica expande-se no Covil-binocular como uma tatuagem meteórica entre os medidores da luminosidade e as exposições inesperadas (a transgressão do imaginário). Todas as possibilidades orgânicas-pictóricas-cinematográficas de Peter Greenaway, de OZU, de Zanussi arrastam-se para o sangue da Loba e o covil é já uma vizinhança de máscaras barrocas, um golfo de rebocadores em desdobramento: teatro-em-movimento centralizado no grito-em-transposição do corpo.

A Loba desfaz e refaz os covis, desfaz e refaz os abrigos entre desastres, intempéries, viajantes espontâneos e idiomas entrelaçados. Ela deixa-se trespassar pelo abismo da existência, das incertezas, dos conflitos como uma urdidura intercomunicável, uma osmose inquietante, imprevista. A Loba é a própria vida, a travessia ambígua, indeterminável, condensada na improvisação. Ela é a violência do refluxo-em-deriva, a crepitação geológica indiscernível. Loba mediadora de si mesma, reflexo original, reflexo das vivências: luz e obscuridade em fusão. Organismo e acto em fusão. Corpo e espírito no caminho de si mesma, estranheza contagiante de si mesma. Ela é a sua própria inexistência, a sua desordem e uiva como uma sombra-luminosa onomatopaica. Uiva para ver, seduzir como uma alavanca de flechas. O uivo vem de fora. Uivar é escrever na conexão da harmonia-instabilidade. O uivo destrói a justificação porque é livre e instaura-se nas montanhas simultâneas, infinitas como um encantamento, uma falha de rasgamento, uma duna transversal, uma andadura de fundições contínuas. Ela é a ascendência da ascendência, a origem das possibilidades, a incompletude onde o uivo é incontrolável e arruína fronteiras, fecundando. Ruínas vivas, plasmadas de pressentimentos e de naturas. O uivo liberta-se por si mesmo, mergulhando na sua profundeza que é superfície-é-placa-ANATÓLIA-é-rocha-freável-é-PLUG-exposto. Uivo-vaivém organicamente. O uivo é um órgão-fissurado que sai do corpo para formar outro corpo ainda mais fissurado e retorna ao fluxo da antecipação: eis o órgão perplexo numa fusão que é espanto, expressividade, luminária incorpórea: eis o órgão inclassificável, o teatro cosmogónico, o teatro latente no corpo-pensamento. O uivo é o uivo na genuinidade intuitiva, na imediatidade espacial, sensórea que captura o êxtase da circularidade-tribal, o movimento da linguagem, o vazio impulsivo entre o realizar, o viver. O uivo torna-se e retorna-se aleatório, espectral. O uivo-é-movimento-em-experiência-que-é-covil-que-é-vida.Intersecção da universalidade e da medula-do-nada-em-simulacro. Labiríntico, acústico a (des) escrever a natureza como uma perpétua e dinâmica simbologia: eco-sígnico-FIRN e água-em-fusão. O uivo-covil simultaneamente no acontecimento e na salinidade da metamorfose. E a LOBA existe como intercessora de KAMES, de KETTLES, de HORNS. Acontece. A Loba faz-nos recolher às terras-mães de Giorgio de Chirico, Carlo Carrá, Ferrara como sombras em fragmentação onde os impulsos silenciosos dos corpos perspectivam desviantes incertezas ( ESPAÇOS TEATRALIZANTES, espaços do delirium tremens)

A Loba-GAIA diversifica a fertilização inter-hemisférica como um assombramento polissémico, uma descontinuidade metamórfica a cartografar espirais genésicas e as efígies tribais onde a espacialização dos espectros descreve a instantaneidade, a vastidão das cremalheiras da tragicidade como antecâmaras melismáticas a sobrelevarem os insulamentos, os batimentos geológicos: arquipélago de boomerangues a amparar os cânticos crepusculares. O covil rebenta-se, dissemina-se na solarização da linguagem e nas argilas vasculares dos cios unificadores/transversalizados dos carpidos árticos e dos eléctrodos placentários. O covil improvisa-se nas gigantescas anémonas, nas ondulações longitudinais das corporalidades: a Loba refulge, ricocheteia como uma cavalgadura de ruínas nos mapeamentos das cordilheiras: a Loba como um timbre da (des) montagem discerne-se na absorvência da erotização e burila-se nas analogias orgânicas: a epifania da lenhadora cósmica a encarnar os ventres da cidade-mundo: área do golpe da intemporalização e da virulência do enigma (gestação do infindável/sacralização das ambivalências) ou as travessias da meteorização alquímica a alucinarem as tecedeiras fossilíferas dos vulvários: a Loba entre a plenitude glandular e as refundições hipnóticas

A Loba anexa a transformação dos desertos à intemporalidade e num ciclo alucinatório enfrenta o silêncio da desorientação como uma existência interrogativa do estar-cosmos-uivante: ANIMALISANTE voz-grito na permutação primitiva: a Loba inexorável entre as “intifadas dos pré-sentidos” e os territórios infinitos da estética: o COVIL-ESPERMÁTICO na simulação heterogénea e na ruptura circular do corpo: a verdade visceral da raiz na fertilidade do movimento da BABEL harmónica (explosões purificadoras dos mistérios a permutarem-se entre icebergues mágicos, as iluminuras dos vazios, as loucuras anatómicas, a incandescência verbal e a crueldade da ambivalência_______a terra na consciência de si. A Loba no conhecimento de si: a Loba como fenda FECUNDA e como sedutora reconstrói o corpo-mundo: SIRIUS das mutações). Ela estetiza-se para se resistir-a-si-mesma. A Loba-QUÍCHUA como obra do covil-MAPUCHÉ. O covil-KRENAK como obra da loba-MAIA-IUCATECA: eis a força que supera o belo, porque ela é feita de perspectiva dionisíaca, de tumultos-em-implosão contínua que abrem e se abrem ao inesperado como um espelho de intensidades onde a arte se desdobra. A  Loba se desdobra num jogo de percepções. A Loba-espelho absorve as vibrações e os contágios do acontecimento. Ela é metáfora-em-contraposição entre a bipolaridade estética do estar-entre-estrangulamentos/cruzamentos e a experiência do sublime onde o UIVO se transcende, se repete reconciliando-se com a força-viva doutros uivos. O uivo cria o uivo com incêndios do deserto, recupera os ecos do mundo primitivo, funde-se com a natureza-mundo, com a ramificação da expectativa: mistério do cântico que se enraíza nas profusões elementares: alfabeto-do-alfabeto ausente de regras, erótico, mágico, uterino, fabulado: centros dinâmicos, partilhas-de-concavidades-do-dizer-e-do-não-dizer: fogo da perplexidade, caminho mitológico. O uivo nasce-de-si-mesmo e dramatiza-se no não-uivo: o uivo incorpora-se no covil homenageando a terra-mãe ao prolongar-se no uivo-da-plenitude-poética-primordial-quase-uivo-profético. O uivo perde-se e recupera-se simultaneamente na regeneração do mundo, na inocência irresistível, no desejo do ritual demiúrgico, da memória líquida: o uivo enfrenta o espaço original e reconstitui-se na desmontagem: o uivo mantém vivo os contrários nas suas encruzilhadas, nas suas sensações e resiste como um influxo no agora e no vindouro: as lâminas, os fotogramas interferem no xadrez da geografia e uma espiral de ofícios-e-de-tonalidades desenha bandarilhas na esthétique du mal de Wallace Stevens: vestígios das hastes-metalúrgicas-jazzísticas-Waka\Jawaka de Frank Zappa: Bufallo a interceccionar-rock-jazz e a Loba-Sarduy jorra o destino da COBRA como umEscrito sobre un cuerpo” ONDE Kozer é um ARQUEIRO-de-ISTAMBUL no Jarrón de las Abreviaturas: LOBA-ESPINOSA-PANTEISTA da natureza naturante onde com a alegria DEUS NÃO JOGA DADOS.

A LOBA-LOBA procura o ARVOAMENTO CONCÊNTRICO entre as intersecções das línguas____teatralidade da despossessão e da circulação cósmica: a Loba no turbilhão dos habitats: o uivo latente do mundo. O UIVO está na luz do acontecimento, do distante e da imagem-floresta que se expande dentro do inaudito. Os uivos estimulam os vestígios e as multiplicidades interiores. Na errância reconstrói constelações do sofrimento-que-é-arte-em-metamorfose-em-(des)-montagem e o uivo absorve as incisões para se soltar na linguagem-outra e liberta-se quase-incorporal porque é vida que incita vida: EIS a vida-animal no naufrágio-que-é-construção e tudo se desencadeia numa viagem experimental, do impossível. O uivo-cântico-dos-escritos a defrontar-se numa autonomia profunda criando resistências e sensações onde o invisível-acústico se transforma no visível-que-vem-da-diversidade-e-de-todas-as-possibilidades como um espaço de transformação-polimerizada. O uivo-do-uivo regenera o tempo e o espaço num interface de tentativas, de imaginários, de microorganismos: o UIVO sente o deslocamento da dança geográfica, a dança incorporada no olhar, a dança-inconsciente onde o eco é uma sub-epiderme-cantada (magnetismo prestidigitador ou o encolhimento/alargamento do uivo como redemoinhos guerreiros cheios de existências-e-de-ausências e a Loba-enquanto-tatuagem-sónica-que-recusa-e-escolhe-a-estepe: instinto-circular que recomeça na ressonância-do-uivo tão biológico, tão afectivo na louca conexão dos lugares resgatadores de crisalidações, lugares-em-precipitação-em-gravitação____polinizadores à deriva onde o som é a inalterável potência dos lances nómadas. A partitura xamânica do nomadismo, a partitura acrobática dentro do Covil genésico e a Loba recusa a realidade porque o uivo-AIMARÁ penetra a vida e impregna-se na vida-HOPI como uma estética emancipadora, uma epifania ETRUSCA que sublima o pressentimento-IANOMANI: os rituais dos entre-uivos-ARAUCANOS que são espelhos das forças criadoras_________EPERA-SHOSHONE-CUNA-MUÍSCA-CARAJÁ. A LOBA tem consciência de si quando uiva dentro de outros-uivos: URU-GUAICÁ_____o desejo prestidigitador da arte-MURADE-KUNDALINI. A violência orgânica da metamorfose. O UIVO inscreve-se no corpo-terra-astral e esculpe-se como um espiritualização/institual, uma cosmogonia_________o UIVO é uma divindade embriagada e o azul da LOBA de Ruben Dário ondeia como Pedra de SOL no feitiço transmutador de Octávio Paz-CERVANTES-MACHADO num louco itinerário da Salamandra encontra as iluminações de RIMBAUD entre El Arco Y la Lira e o algoritmo dos olhares-do-invisível, da linguagem dos silêncios de José Ángel Valente.

A Loba compõe as correspondências escarlates da autogénese como as descendências do paisagismo nas ancoragens sígnicas. Ela sidera-se nas perspectivas transidiomáticas e reaparece no espaço/mosaico heteronímico, na voltagem fotográfica da desterritorialização e no artesanato acoplador do confessionalismo, da historicidade. Ela acontece na teatralização diluviana, na lubricidade xamânica, nos projectores das arborizações, no zigoto gnoseológico, nos cursores orgíacos, na hibridização sensórea-sinérgica, na biblioteca rizomática-borgesiana. Ela sobrevém na crisopeia dos cenários, na inflorescência fractálica e num refluxo da despintura corporifica as enciclopédias multímodas: rhytmos da visageidade heurística: a Loba na ciclicidade espérmica, no fórceps demiúrgicos GERA singraduras vibrantes das expiações como um batedouro climatológico a flexibilizar a magia dos habitats do silêncio onde a polifonia das lendas vivificam as luminescências holísticas. A Loba evoca o vulcanismo marsupial entre as danças helicoidais dos MURAIS, as cisões dos recolhimentos poemáticos, a transumância jazzística e a eruptividade metabólica dos espelhamentos (a Loba no vórtice da transitoriedade antecedendo a estremeção da arte) ou serão linhas escuras ortogonais intersectando rectas-projectantes ou centelhas visuais da LOBA-Piet Mondrian? a LOBA no Teto MAGDALENIANO-SOLUTREANO de ALTAMIRA e o enervamento da sublimidade acontece quando Kazimir Malevich constrói architectons__________o COVIL torna-se um mundo sem objecto).

A Loba-Loba na (in)existência efervescente e na figura desregrada dos signos. O CORPO é incicatrizável na sua polimorfia,na história da sua transumância. Corpo hipnótico nas suas tonalidades primordiais. Apoteose da solarização e da desocultação. Corpo epifânico na livre semanturgia do mundo.

A Loba-Loba exala a alvura e a vigília das fissuras. Ela é a ancianidade, o pedipalpo, a filtração de HORST. A fusão erótica. A clareira antes da consciência…qual consciênia entre o PLUG-EXPOSTO?. É a impossibilidade vibratória, o desconhecido indomável , a fragmentação criadora-dinâmica, o ritmo selvático da multiplicidade. Ela é a caverna vascularizada e o acoplamento das pulsações( o som e o eco no estreito de Gibraltar, no rio Senegal_______espelho que se transforma em espelho, sombra que se transforma em sombra_____animal-trans-ANTÁRTICO. As extensões perceptivas impulsionam os radares do COVIL da nossa superfície rebocadora de hormônios, de zonas de mineralização, de assoalhos marinhos, de galopes em desnucleação, de rebatimentos, de abalos de milhares de asas e o uivo ruptura o uivo como um jogo germinador de golfos acústicos ou um olhar no cais da duplicidade. Ela é o bailado contagioso, o visível dançante que se engole e se projecta na escalada-da-escalada( curvatura do uivo-energético ou alavanca-uivo que se estrangula criativamente no turbilhão dos uivos-boomerangues e  a Loba antecipa-se ao uivo para se fundir nas espécies dos signos e formar uma possibilidade-de-Loba-em-avanço_____arrastando LOBOS-UIVOS-VÉRTICES-LINGUAGENS-VITRINES-PARTITURAS: artilharia das trajectórias nos inventários invisíveis dos penhascos ). O silêncio da experiência que cartografa a densa floresta. A transgressão do corpo-poema, a máscara semelhante à diferênça como uma locomotiva de espelhos de vida. Vida das tribos que se bifurcam_____que se expandem incessantemente, velozmente e o estonteamento causa imobilidade:  uma dança fora do corpo, uma dança do prodígio e o eco-uivo re-liga as danças como uma mamangabara-rainha ou será um URUBU-REI…? ou os aguilhões a rastrearem falésias desmoronadas…? ou serão as sinapses de SIRIUS________ A Loba-Loba recolhe a catástrofe e rasga-se na imprevisibilidade vulcânica: eis a regeneração do enigma que a alimenta como uma dramatização absoluta___________uma Loba polissémica no princípio do deserto( um deserto que caminha ao lado do deserto: o deserto que se intersecciona no deserto_________continuum simulacro nas síncopes babélicas da permuta como um albabeto piroclástico a reconciliar-se com as ascendências nativas do cosmos(ADAGAS e CONTRAFORTES do enfeitiçamento ou o eco das barbatanas ou as escamas dos berçarios dos animais que recusam-entrecruzam-ultrapassam: o desequilíbrio dos ossos do idioma e a magnólia devastadora bate no sismo: ELA é a linha do sismo_______ blocos de espasmos lascam as estradas batidas dos êxodos e os azulejos oraculares mudam de rumo para experimentarem as harpas dos equinócios( os gestos enlouquecem e os reflexos são painéis onde as energias se ingurgitam) os lançamentos das cascaveis encarceram-se nos ventos polares e os caroços estelares espiralam-se entre as matrizes de KIMBERLITO: o olhar é uma poeira a desdobrar-se nas linhas centrípetas dos lagartos-da escrita: as LIMALHAS DOS PIANOS parecem foices a vazarem outras induçoes dos pêndulos que vigiam as dragas do esquecimento como espumas erectas das tripulações que se seduzem a si próprias)( os chifres dos moluscos percorrem os manuscritos abstractos e uma espada de proteína encharca-se nas divagações lactantes_________hiatos das CARTAS GEOLÓGICAS________

A Loba-Loba funde-se na aventura da linguagem e na celebração polispérmica dos ecossistemas: transferências infinitas do grito-uterino. Ela desabrocha-se nas danças sacrais e incandesce a pulsação onomatopaica da anterioridade como uma disseminação náutica que bate nas primeiras energias do ESTAR-no-mundo: um jogo de sinestesias corporais e os bojos-centrais das maternidades reconquistam a eclosão da luz-sombra. A Loba da visão fossilífera prolonga-se  na CIHUACSA e entranha-se na homeostase dos cânticos mutantes: a sua memória entrelaça-se na renovação estética do corpo; uma expansão magmática e espontânea a exilar-se nas perspectivas infinitas das sensações: travessias dos centros da crueldade/afectividade-do-hospedeiro-guardião de SÍSIFO: o grito a reconstruir a existência. Indeterminável: GRITO aberto ao espírito TEATRAL do mundo. A Loba sente o invisível e a incompletude numa metamorfose simultânea. Bifurca-se no subsolo da palavra regressando ao fluxo imagético da vida latente, às forças do não-dizer-do-não-uivo-da-não-procura para atravessar silenciosamente galerias vibrantes e descentradas. A Loba repete-se na galeria onde surgem as refracções,as obsessões do espelhos e o bocejo é já o espelho esferoidal, o soprador de movimentos infindáveis.

A Loba-Loba é solitária no combate inexprimível e procura as agulhas do poema nupcial nas intempéries, na liquidação da luz, na não-revelação fundindo-se na interrogação da NATURA e o seu olhar adivinha as profusões, as e-imigrações, a materialidade/espiritualidade oculta do Covil-universal. Um olhar em choque que reduz e amplia o ferro das serpentes, um olhar dançante-da-noite que ressoa nos juncos intermináveis, um acolhedor em potência sobre a separação e a cercania. Um olhar a libertar-se da encarceração. Um construtor das horas do túnel do grito. Um olhar a lubrificar-se no teatro do abismo (córnea-de-espasmos/convulsão no sopro das hélices). A Loba na voltagem perceptiva da substância que não existe e o habitat sem fronteiras sincroniza a obscuridade e o fogo até às válvulas da planície (ou o astro ritmado que sobrevoa os amantes nas afinidades electivas de Goethe). A Loba resgata a argila do uivo com o inexprimível e ontologicamente entra na espontaneidade da mitologia e renasce na origem da linguagem, na arte do impossível, no vazio da peregrinação (o tempo, o olhar, a cosmogonia, a ebulição) ________ a vida na crueldade dos mistérios (a experiência da palavra) _______na violência das sensações ____________ A Loba é o primeiro olhar e o conhecimento primordial no livro da incerteza. AQUI a dor, o imaginável encontro dos cavalos-sombra, a neve do absurdo, os cumes do utópico, a árvore da espera e as profecias transformam-se no ANTLITZ frenético das origens: eis o corpo a escavar canais, a antecipar as bigornas, as cerâmicas dos arcos, as respirações das armaduras, as vocalizações do longínquo, as crinas das armadilhas, os fragmentos da resiliência, a entoação do zadrez da tempestade

A Loba em simbiose com os fragmentos dos trilhos da auto-descoberta inova as araduras das reminiscências e transforma as ameias da vida como um deslocamento de visões a-históricas a atingir as raízes CIRCULARES da plasticização (um jogo do arenário invisível a mover-se para além das constelações mentais). A Loba na sombra-luz universalizável diz Fellinianamente “ nulla si sa, tutto s’immagina” e transfigura a esteticidade pré-semantica com o seu olhar-florestal( lucarna-glandífera-valviforme na convivência com o divino,com o profano e um abismo sai do Covil para absorver o tempo, a metáfora-força e a dor ): um olhar de simulacros expansivos, catalisando as rédeas inexplicáveis entre o SYMBALLEIN e a adivinhação viajante do COVIL: um olhar descobridor da língua-de-todos-nós, das ocultas e primordiais fertilidades: um olhar-cantante, nómada, fronteiriço, mascarado, descentrado, e-migrante, mandibular que aflui da fascinação primitiva, nas ruínas dos holofotes, unindo as deflagrações caóticas da substância-ferroviária, os precipícios vivos dos cortadores-de-espelhos e a genuinidade absoluta: o OLHAR se transforma noutro olhar em deslocamento como usina de ciclos SISIFIANOS: gladiadora permanente entre o alvoroço e o corpo-inscrito ( Loba-relacional a lavrar com as linhas de NASCA o descomunal, as gravuras lendáricas e as litanias da assolação como um gigantesco-mosaico-de-ZEUGMAS. Loba da impossibilidade no covil do sublime onde os uivos-dos-uivos são tonalidades da catástrofe e da vida: eis o fulgor que contamina a realidade-da-realidade traçada  pelos epifragmas da memória: O SOPRO sedutor. A energia dos elementos do mundo)

A LOBA CONTAMINA-SE por VERGÍLIO que se contamina por Homero e leva no dorso as tragédias de Eurípedes porque quis avivar as tragédias de SÉNECA entre os ENÓFILOS. SUAS PATAS são Aristófanes e Menandro QUE atingem a jubilação da comédia de PLANTO e TERÊNCIO. ELA enfrenta os mitos gregos quando absorve as metamorfoses de OVÍDIO. ELA como DANTE escolhe Virgílio PARA enfrentar o inferno cosmopolita…e imortaliza Epicuro ao ler Lucrécio. Ela é nietzstcheana porque é partitura de WAGNER, ELA é socrática porque mascarou-se de Platão. A LOBA projecta-se na teogonia de Hesíodo para se transformar em musa: musa grega: ou reavivar o mito das musas: Clio da Terpsichone ou o animacoro como musa da dança entre a trans-história e é já Urânia como astrónoma: corpo-Loba do informe sincrético, das fragmentações, das entropias e simulações. Ela indetermina-se porque é singular e plural, porque é uma vibração contínua de mundos e lugares, de formas viventes e acoplamentos sonoros. Ela indetermina-se porque é mutante como uma imagem a desmoronar-se entre catástrofes que são estéticas e multiplicidades: uma intensidade profunda entre a história do grotesco e o sublime das sensações. Ela é a vida e assiste a morte do organismo como uma sensação cósmica-autofágica e ela vive assim esteticamente: ansia da vida, de viver enfrentando os deuses que tentam seduzir o seu caminho….ela junta-se e mistura-se com o mundo e se refaz , se intensifica: basáltica catedral entre as torres circulares dos Himalaias e o Duomo de Milão. Ela nos jardins suspensos da Babilónia e da Biblioteca de Alexandria. Ela no Taj Mahal e nas elevações de STONEHENGE: ELA_____humús de RAUL BRANDÃO, Maurizio Cattelan, Cai Guo-Qiang, Chris Ofili, Juan Munoz, Ernesto Neto, Andreas Gurski, Anselm Kiefer, Peter Haley, Gerhard Richter, Amish Kapoo, Lucian Freud, Frank Auerbach, Jeff Kaoos, Mathew Barney, Takashi Murakam, Robert Gober, Mike Kelley, Rachel Whiteread, Elmgreen e Dragset, Ron Mueck, Sarah Lucas, Tracey Emin,Marina Caram, Renina Katz,Otoni Gali Rosa (estudo ciclista), Heinz Kühn, Haroldo-galaxiano-vascularização do abismo FRACTAL de e.m.melo.castro________as tisanas de Ana Hatherly: Fotografia de Thomas Farkas-luz sombra-aquitectura, expedição ao rio negro, mulher em mesa de bar, ________ELA É HIPNAGÓGICA infra a oratore de CÍCERO e lembra-se do sonho sem despertar: eis a LOBA-HIPNOSE na potência criativa sem hierarquias, sem fronteiras…por isso ela é imperfeita na correnteza sonâmbula…: ela relembra, relembra e evita o esquecimento…lembra o sonho como uma esculpidora cheia de perpendículos ou fios-de-prumo…por vezes é flutívaga (confunde-se com o mar, fundindo-se com a água, potencializa a imersão e emersão…e caminha sobre a água como uma notâmbula incandescente enfrentando o BARLAVENTO, pois ela alimenta-se do vardarac, ela é proa e ventania), transforma-se em limnologista( conhece todos os pântanos, a fossilização de todos os pântanos, conhece todos os radicíveros….porque as plantas fazem parte da sua caminhada). ELA é a oratore de CÍCERO para se humanizar semanturgicamente e absorce o Decamenom de Boccaccio e GRITA-GREGO sobre  as urbes e grita SHELEY até século dezanove . Grita hermenêutica e grita Cândido de Voltaire ao passar nos parlamentos…e GRITA por MONTAIGNE, Stendhal, Balzac, Gogol, Dostoievski, Flaubert, Zola, Gorki….ao passar nos parlamentos, e GRITA Poe,  Hoffman,  Maupassant, Tchekov….ao ver o rostos sebáceos dos políticos e GRITA Baudelaire, Lautreamont, Rimbaud, Mallarme, porque vive da ruptura, da fenda, da erosão. Ela reconstroi-se nas moradas em cauterização contínua, em mistério ontológico onde os rasgos encaminham-se na permanente teatralização, rasgos que se fundem com outros rasgos numa desmesura dionisiaca: fluxos em fluxos: arte em arte: animalisante território numa miriade de canticos de JOSQUIN de PREZ, de olivier messiaen( choronochromie), de vila-lobos(uirapuru): A LOBA ABRE-SE como a obra de Umberto Eco e engrandece-se na liberdade dos futuristas como uma constelação estética-mística: na EUTOPIA reescreve-se a UTOPIA: não lugar e lugar da jubilação em confronto com a condição humana e a natureza humana de Hanna ARENDT…. sim tudo se reescreve na LOBA
________será Ela aedo-rapsodo a penetrar na Odisseia e na Iliada e a redescobrir a sua origem musical como língua a dançar no pensamento e na voz de ROUSSEAU e ela resiste, resiste ao movimento dos contrários sem qualquer tipo de função, ela é a ambivalencia em potencia, a contradição incomensurável_________POEMAS-INTERANULARES  e LOBA bruxulea com a luz das lampadas os telégrafos e os ergástulos como a  sineira ou a bóia que projecta amuletos e conjuros nos ANTARES: um espanto irrompe e arremesa a LOBA para fora de si mesma, para um retorno institual e espiritual. A loba  a espacializar-se nas tensões espácio-temporais de Alexander Baumgarten. Lobas Metaphysicas 1793.

A LOBA-DASEIN é a ecologia em desastre para se instaurar noutra

ecologia em diferença como uma vibração contínua: GUAINUMBIS ou pássaros reluzentes nas lavouras das canas de açucar e a fermentação do néctar prolifera ad infinitum como um fungo-da-babel entre as aves frugívoras e outros mainumbis( na mata ciliar a luz é um bebedouro vocalizado pelos insectos). A Loba não se pensa como Loba e resiste a sua condição de Loba para olhar o Mundo-Trauerspiel e se fundir no mundo como um fluxo imagético, uma conexão de Lobas-Lobas heterocronas-vertiginosas: uma Loba oscilante dentro de uma constelação de caminhos nectarívoros. Uma Loba-infinita e da infinitude. Loba –semiosis. Loba-mandrágora. Loba-ástrica. Loba-herbolária. Loba-de-A-porá.  LOBA-PANTANEIRA.  A LOBA é a ontologia das tendas, das interrogações em efervescência ou a metafísica do livro IV de Aristoteles, Ou as duas entre João Amadeu Fichte, Arthur Schopenhauer, Stéphane Mallarmé , Rainer Maria Rilke, Thomas Stearns Eliot. A Loba ensaia-se entre Tessalónica e os curadores ERUPTIVOS  de  Montaigne:
LOBA nas limaduras intemporais de Benjamim,
Loba na mnemónica de Borges-Cioran-Ricouer- Blanchot,
Loba nos gládios de Bachelard-Paul de Man-Novalis,
Loba nas nervuras de Ernesto Sabato,
Loba no macaréu de Sartre-Francoise Dolto-Deleuze/Guattari (ela mergulha como os …..troquilídeos-dos-troquilídeos, como faíscas dos gâmetas: os grandes voadores, os …..nectários, os urubus-rei, as carcárias, as anhumas, as suindaras, as arapuás …..projectam-na na mimesis de Erich Auerbach, no Castelo de Axel de Edmund Wilson e …..em dobraduras expansivas o COVIL expande-se na matraca-camaleão da linguagem até …..ao pharmacon, ao arrebatamento, às interrogações de Vitoria de Samatracia: os …..impulsos  do assombro consagram-se nas composições de ERIK SATIE  até à rota dos …..vinhos de ALSÁCIA.
………………………….para resistir aos imperativos dos deuses
………………………….para criar libertadoramente os músculos dos desdobramentos com a intensidade do ensaiador de GALILEU onde encontra a verdadeira realidade
………………………………………que é uma espécie de tábua de obstáculos insaciados
………………….onde os tentáculos das cadencias procuram a correspondência do incomunicável (ELA ultrapassa os conceitos absorvendo a filosofia botanica de LINEU, a meditação metafísica de Descartes, a ÉTICA de SPINOZA, o tratado da natureza humana de HUME entre GLENN GOULD e MARIA CALLAS): ELA SORRi barrocamente….ludicamente….sorri….esteticamente kanteanamente…

A LOBA alarga a erva das outras vozes sem resolução. A loba sem referências na espacialidade em sedução. Ela é o movimento-em-si. STOCKHAUSEN numa dança de fogo.

 

 

 

 

 

 

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Luis Serguilha nasceu em Vila Nova de Famalicão, Portugal. Poeta, crítico e ensaísta, suas obras são: O périplo do cacho (1998), O outro (1999), Lorosa e Boca de sândalo (2001), O externo tatuado da visão (2002), O murmúrio livre do pássaro (2003), Embarcações (2004), A singradura do capinador (2005), Hangares do vendaval (2007), As processionárias (2008), Roberto Piva e Francisco dos Santos: na sacralidade do deserto, na autofagia idiomática-pictórica, no êxtase místico e na violenta condição humana (2008), KORSO (2010), KOA’E (2011), Khamsin-Morteratsch ( 2011) estes cinco últimos em edições brasileiras. Seu livro de prosa – Entre nós – é de 2000, ano em que recebeu o Prêmio de Literatura Poeta Júlio Brandão. Possui textos publicados em diversas revistas de literatura no Brasil, na Espanha e em Portugal. Alguns dos seus textos foram traduzidos para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, catalão e finlandês. Participou em vários encontros internacionais de arte e literatura. EXPERIMENTADOR das LEITURAS POÉTICAS-METAMÓRFICAS-LAHARS. É responsável por uma coleção de poesia contemporânea brasileira na Editora Cosmorama e Curador do Encontro Internacional de Literatura e Arte: Portuguesia. E-mail: lf.serguilha@hotmail.com




Comentários (112 comentários)

  1. Chiu Yi Chih, Vertigem visionária. Relação profunda e isomórfica com a cultura brasileira/africana/cósmica! Escrita selvagem e inclassificável de LUIS SERGUILHA!
    9 fevereiro, 2012 as 12:57
  2. Andréia Carvalho, Escritos quânticos. Todos os elementos se combinam na escrita de Serguilha e destróem e formam dimensões a cada entreleçamento de vocábulos. Ler isto é uma viagem interdimensional. Não tem como voltar ao mesmo ponto espacial. Admiro profundamente.
    12 fevereiro, 2012 as 13:32
  3. Marília Miranda Lopes, Serguilha prolonga-se nas reverberações das palavras, das frases e das ideias que transmite a um leitor que é convidado a entrosar-se na dinâmica singular da sua escrita. Desde que entre, este leitor é uma peça da engrenagem que funciona em catadupa, como se fizesse parte do jogo alucinante da viagem verbal e imagética.
    13 fevereiro, 2012 as 11:50
  4. Mayara d'Paula, Começo a desconfiar que para entender, e poder sublimar um algo além da mera escrita, repleta de numerosos adjetivos, precisarei graduar-me em filosofia, física, letras… No entanto, a despeito de MUITOS vocábulos que desconheço, posso dizer que a experiência da leitura transcende a mim mesma, dentro do que sou, e do que penso que sou. Parabéns.
    13 fevereiro, 2012 as 16:30
  5. Sueli Rodrigues, Será que sou assim? Essa loba metamorfose? Um complexo movimento de ações, força e garra em busca do ideal? É preciso ler novamente e reler até compreender tão complexo texto.
    16 fevereiro, 2012 as 12:42
  6. Lucila Papacosta Conte, Sim, ” A Loba é solitária no combate inexprimível e procura as agulhas do poema nupcial nas intempéries, na liquidez da luz …” Há sim tantas ocultações no “Covil-universal” – Luiz, seu texto chega-me como escuta de vários uivos entrelaçados que cantam o pranto de todos os encarcerados… Seu texto, você o retirou dos deuses … fogo para lobas … Chuva para Gaia ofegante … Obrigada! Obrigada!!! Abraços cúmplices!
    16 fevereiro, 2012 as 13:33
  7. Lucila Papacosta Conte, Luis – no ímpeto de lhe passar as primeiras impressões – perdoe-me … espero que o uivo tenha atingido sua alma inominada! Nossas almas dançaram – óbvio, que muitas referências não as entendi … mas, houve o enlevo, a dança … Obrigada!!! Obrigada!!!
    16 fevereiro, 2012 as 13:38
  8. Alguém que não sabe, Eu que tenho 5 pós doutoramentos …fico a imaginar que ainda me faltam alguns títulos ou titulações para decifrar isso que na verdade nem é um enigma, mas uma epopéia burocrática-tecnocrítica-estapafúdico-neológica-sem-lógica. Assim dizia Zoroastro.
    16 fevereiro, 2012 as 22:06
  9. Ana, Denso, complexo, sonoro, incompreensível como a velocidade da vida que passa à minha porta. O companheiro alguém-que-não-sabe talvez tenha pós-doutoramentos a mais, e contradiz-se: para quem diz não saber, teceu um juízo de valor pronto, acabado e (que pena!) anônimo. Acho que Zoroastro ficaria em silêncio.
    17 fevereiro, 2012 as 0:22
  10. Cibele Lopresti Costa, o texto do Serguilha uiva em meus ouvidos sons de pedras duras, lança aos meus pés palavras loucas e me joga para o indecifrável. Sou mulher – loba?- que escorrega no sentido e na sintaxe, instaurada no espaço vazio da linguagem dele.
    17 fevereiro, 2012 as 0:43
  11. víctor sosa, loba que aúlla metamorfosis cultuvegetal, chorreo de lenguaje en libre laberinto de palabra-concepto-imagen, culterano, gongorino, barroco: serguilha es un chamán de la palabra en esplendor.
    17 fevereiro, 2012 as 1:01
  12. Érika Foresti, Texto em labirintos viscerais e poéticos nos propondo caminhos e descaminhos através de sons e imagens verbais, fractais, cósmicas, enfim. Maravilha de criatividade pulsante. Amei!
    17 fevereiro, 2012 as 2:35
  13. Ada kroef, Intenso! Indizível…. Vntade de potência!
    17 fevereiro, 2012 as 14:04
  14. Perséfone, “Uma Loba sonâmbula submerge das cores infinitas da sombra…” percorro os caminhos da loba e me perco no labirinto de tuas teias…. me afogo em noites insones em tua poesia, me contamino nos passos de Camile-loba-solitária que em dor clama a pulsação indomável de tua carne, submirjo em pântanos de desespero e dor do silêncio de tuas palavras, minha alma já perdida nos jardins do teu mundo avernal, não encontra mais saídas dos labirintos de tua poesia que fecunda minha alma e como ferro-brasa-em-fogo marca meu corpo de palavras que bailarinas dançam e me lançam em precipícios da tua escrita e busco o fio de Ariadne para me guiar de volta a segurança de minha alma perdida em tua poesia… comungo com elas Camille/Sofia/Spielrein a dor o pranto a insanidade de suas almas perdidas no cosmos de seus algozes… Como Koré brinca nos jardim labirínticos de tua poesia, e Perséfone submerge infinitamente no mar de palavras que me lançam ao meu mundo avernal, meu corpo flutua em uma chuva sem fim dentro de um mar de estrelas e através do universo cósmico da tua poesia, minha alma selvagemente desliza pela orbe cósmica de tua escrita, lavas de mágoas, ondas de alegrias passam por minha mente, me acariciando, me possuindo e penetrando cada sentido de meu corpo que delira febril em sonhos onde nossas almas comungam, luzes que dançam em minha frente como milhões de olhos… elas me buscam me incitam a ir para o universo, mas nada, nada mais depois de tua escrita pode mudar meu mundo pois tuas palavras me fazem mergulhar num infinito de possibilidades intramundos e a ausência dela me sufoca…
    18 fevereiro, 2012 as 4:24
  15. inez cabral de melo, essa loba, mística e atemporal, no hipermundo da criação, onde o ser e o fazer se entrelaçam, me transportou, como todos os seus textos que conheço, a uma dimensão que sinto e nem sempre consigo apreender… quantas coisas desconheço! o longínquo horizonte é muito mais amplo do que se pode crer à primeira vista. e você me transporta até lá. parabéns!
    18 fevereiro, 2012 as 12:20
  16. alguem que não sabe, Ana, a nossa diferença é mesmo um nome? Talvez eu saiba tanto quem és quanto sabes quem sou. Zoroastro me disse que devias ficar calada, mas eu não concordei. E Ele que é também Zaratustra nunca fala em códigos, como se supõem. Eu sei que não sei mais isso não invalida o que vejo: Esse texto é uma masturbação intelectual, repetindo o já dito, nem é um enigma, mas uma epopéia burocrática-tecnocrítica-estapafúRdico-neológica-sem-lógica. A loba é a mãe de Rômulo e Rêmulo. Amém. Assim me calo!
    18 fevereiro, 2012 as 13:52
  17. luis serguilha, sr ou sra. pseudo-zoroastro ou pseudo-zaratustra pode nao gostar do texto tem o seu direito..muita gente nao gosta, ficaria muito mal se toda gente gostasse ..outros admiram e criam diálogos onde se potencializam re-aprendizagens….,…contudo dentro da sua majestosa soberba o sr ou sra.está a tecer comentários de uma forma covarde, mesquinha, reaccionária porque nao se identifica, não dá a cara tipo “bufo” fascizante…faz perseguição mediocre sem conteúdo…e sobre a repetiçao …muito ha a dizer…o mundo repete-se metamorficamente ha milhoes de anos, a arte a mesma coisa…a repetiçao pode ser excelente sisifianamente, deleuzeanamnete tecetec….muita saúde e já agora seria bom que pensasse um pouco na ética….
    18 fevereiro, 2012 as 15:32
  18. Liidia, Luís, que potente teu texto, quantos bons intercessores e ricas contaminações há na tua escrita, nesse teu “corpo-sem-órgãos” cheio de intensidades, de rasgos, de devires: “A Loba ausculta outras vozes, outras substâncias ao reinventar o seu corpo-de-escrita-e-re-escrita, o seu percurso-de imagens, as suas trincheiras inacessíveis-incomunicáveis mas sempre visuais(impetuosas constelações da experiência) (imperscrutável contradança da perspectivação até ao encontro das estepes desconhecidas”. Continue assim, causando rupturas na linguagem e encantando os olhos de quem pode ver/ler e ouvidos de quem pode e sabe escutar teus sons!
    18 fevereiro, 2012 as 16:48
  19. Lidia, Luís, que potente teu texto, quantos bons intercessores e ricas contaminações há na tua escrita, nesse teu “corpo-sem-órgãos” cheio de intensidades, de rasgos, de devires: “A Loba ausculta outras vozes, outras substâncias ao reinventar o seu corpo-de-escrita-e-re-escrita, o seu percurso-de imagens, as suas trincheiras inacessíveis-incomunicáveis mas sempre visuais(impetuosas constelações da experiência) (imperscrutável contradança da perspectivação até ao encontro das estepes desconhecidas”. Continue assim, causando rupturas na linguagem e encantando os olhos de quem pode ver/ler e ouvidos de quem pode e sabe escutar teus sons!
    18 fevereiro, 2012 as 16:49
  20. Alguém que sabe muito, Tenho doutorados suficientes e sei muito a ponto de perceber que as palavras jogadas feito lixo em seu texto “Caro pseudo-escritor” não o fazem um “chamán de la palabra”, como és citado em um dos comentários, aqui já feito, e sim um “charlatão das palavras”, mas me é deveras instigante observar comentários tão sem sentido quanto seu texto, e concordo com nosso amigo Zoroastro, seu texto não passa de uma “epopéia-burocrática-tecnocrítica-estapafúRdico-neológica-sem-lógica” confesso que não tenho melhores palavras que possam no ritmo de seu texto expressar o que acho dessa diarreia-verbal aqui escrita. A propósito minha cara Perséfone adoraria que tivesse a oportunidade de ler meus textos e ter sua opinião sobre eles, pois entre tantos desperdícios do verbo escrito aqui, suas palavras me fizeram, como você mesmo cita “mergulhar num infinito de possibilidades intramundos”. Belíssimas palavras, doce Perséfone, para um texto que não as merece. Meu e-mail para que possas me contatar é: jc.dutra@hotmail.com
    18 fevereiro, 2012 as 20:43
  21. alguem que não sabe, Ética. Pois bem “caro peseudo-ético” agora já me sentindo em melhor companhia (bem-vindo Alguém que sabe muito confesso que sentia a sua falta mesmo antes de saber que existias)…de que ética se serve um escritor que simplesmente joga um monte de coisas “nada a ver”, e pior, tem gente que acredita, que “baba-ovo”, faz favor, esse monte de baboseiras _____ (imitanto-te) KAKANUI, minha EFEMÉRIDE, sabe-se bem que POKOTOÁ, Atahualpa sim foi rei inclusive na Ética. Zoroastro não ensina, sugere. Ética é não fazer das telas do mundo um depósito de ovas ou ovnis. O peixe aqui não connhece rede. A rede portanto deixa de ser uma armadilha para se tornar uma Ama que dedilha. Assim talvez me cale! CaláRio.
    18 fevereiro, 2012 as 22:17
  22. Ada kroef, Pq as pessoas não se identificam e assinam o que dizem…que prática é esta? parece de um lugar que estou aprendendo o funcionamento….onde as pessoas falam pelas cosatas ou nção se identificam…. com tantos doutoraramentos, ou alguem que não sabe, seja lá o que for….tristeesconder-se nestes artifícios.Sejam diretos,não mandem recados…falar de frente, na cara!!!
    19 fevereiro, 2012 as 4:16
  23. Escobar Franelas, Para iniciar a conversa, acho ético nos identificarmos ao fazer comentários. Acho justo que os contendores se conheçam, como numa arena de boxe. Podemos ser até inimigos, mas é preciso que “olhemos nos olhos”. A menos que estejamos vestidos de fascismos e outros “ismos”, de tal forma que não podemos sequer discutir questões à luz da cidadania. E acho prudente aqui nos determos também no fato de que o autor provoca um estranhamento, tanto estilístico quanto – principalmente – no nível das significações. E um tipo de leitura sob esse ângulo precisa de “estar a nu”, para entendimento do que ele nos propõe no seu jogo verbal. Bem, coloco-me à disposição para discussões, mas repito, somente com aqueles que “dãs as caras”.
    19 fevereiro, 2012 as 11:55
  24. adriana zapparoli, - está ótimo!
    19 fevereiro, 2012 as 12:54
  25. Perséfone, Primeiramente gostaria de agradecer as gentis palavras do Senhor “Alguém que sabe muito” a respeito do meu comentário. Sobre o fato de se identificar ou não, acredito que as criticas a respeito da não identificação daqueles que estão a malhar o texto em questão, também se dirijam de certa forma a mim, que também optei por não me identificar e assumir um codinome, digo isso, pois, de uma forma geral aqueles que gostam e defendem o autor, ou mesmo o texto escrito, se preocupam muito mais em entrar em combate desnecessário com que não gosta do texto ou do autor, do que dialogar com quem compartilha da mesma opinião, embora eu concorde com o Zoroastro que tem muito mais gente que não entende bulhufas e só está ai mesmo na função de “baba-ovo” do que acrescentando algo, e depois de mais a mais, o autor sabe quem eu sou, e isso é o que importa o resto das pessoas estou me lixando, e se ao autor, incomoda eu não me identificar que me diga diretamente, não me dê indiretas também, ético ou não é muito perigoso levantarmos essa questão neste meio em estamos dialogando, pois é, ou deveria ser de conhecimento das pessoas que aqui estão, o fato de na nossa história da literatura termos diversos casos de escritores que usaram codinomes ou mesmo pseudônimos para seus escritos… vamos discutir isso? Quem se habilita agora em falar de ética comigo? então colocaremos nossos autores no roll dos não-éticos por assumirem ao longo de sua vida diversos outros nomes, codinomes ou mesmo pseudônimos para publicarem ou divulgarem seus escritos? Por que darmos ibop para criticas desnecessárias e mal formuladas de pessoas que não tem o mínimo interesse em conhecer a obra em questão?, ou mesmo porque não os tocou, não lhes causou o estranhamento necessário para ir adiante? E ai nem todo mundo gosta, é um direito, mas dar atenção a essas criticas reacionárias e repletas de más intenções só faz com que essas pessoas se sintam mais importantes, boa vontade e respeito talvez fosse o mínimo que esperássemos das pessoas em não criticar de forma tão vulgar e baixa o trabalho do outro, mas isso não existe nesse mundo repleto de pessoas mesquinhas e baixas… e mais ainda, pra que saber o nome deles pessoas vulgares assim quero distância… Quero muito mais ter o prazer de dialogar com as palavras de Chiu Yi Chih, ou com o Victor Sosa e principlamente com a Lídia a quem conheço e sei de seu trabalho e das suas leituras, enfim do seu potencial, do que ficar discutindo com quem não tem nada a dizer, pois as palavras “Lixo” “Charlatão” “estapafúdico” são extremante ofensivas e de uma agressividade cruel, de pessoas de baixo nível de educação, me admiro que essas pessoas tenham tantos doutorados assim , por isso mais que nunca respeito aquele que em sua humilde formação tem mais respeito e sensibilidade com o seu próximo do que um bando de “intelectuais de plantão” (usando aqui com licença poética as palavras de uma grande amiga e poeta Lúcia Santos,) do que a arrogância desse bando de “doutores” que ficam citando nomes de um monte de gente e não se permitem sentir por si próprios. E “senhor e senhora que sabem de mais ou não”, o texto aqui postado na revista Musa Rara é um fragmento de um texto muito maior e que está em fase de desenvolvimento criativo constante, ou seja antes de criticarem saibam que este autor tem sim coerência em sua escrita, pois venho acompanhando os textos dele a algum tempo, e não são poucos, podem conferir isso na biografia dele ao fim do texto, e verão que não se trata de um escritor que “escreve qualquer coisa para vender” confesso que a primeira vez que tive contato com um de seus textos também questionei e não entendi o que se passava ali naquela tela do computador, cheguei a pensar “ops deu tilt na tela”, mas depois de ter contato com a obra dele e me permitir adentrar em sua escrita percebi o valor poético, literário, artístico ou mesmo filosófico do seus textos, e hoje pra mim ler seus textos é fácil, é divertido é delicioso, é como brincar de amarelinha, ou dançar bambolê, é tudo o que disse anteriormente e não preciso me repetir, então antes de postarem baixarias aqui a respeito da obra de um escritor procurem se informar sobre seu trabalho… a já cansei de escrever… vou deixar que Perséfone continue em sua caminhada silênciosa nos labirintos da loba, enquanto Athenas permeia o universo de Koa’e, até porque Afrodide está em uma fase “Dancing with myself” Well I wait so long / For my love vibration / And I’m dancing with myself / Well there’s nothing to lose / And there’s nothing to prove / I’ll be dancing with myself / Oh dancing with myself…
    19 fevereiro, 2012 as 19:07
  26. Alguém que sabe muito - vulgo João Carlos, Sim minha cara Zoroastro é sempre muito gratificante encontrar pessoas que compartilhem das mesmas opiniões que nós, assim não nos sentimos a sós neste mundo, muito prazer, José Carlos. Que emoção retornar a esta página e ver que muitas divergências dialógicas estão ocorrendo. Minha doce Perséfone vossas palavras continuam soando como clarins e cantos de anjos em meus humildes ouvidos, minha doce menina informo-lhe que já conheço outros textos deste escritor, ao qual defendes tão ferrenhamente, e apesar de sua majestosa defesa e argumentos que poderiam me dissuadir de ver com outros olhos esse amontoado de palavras desconexas, não minha cara, não vou mudar minha opinião, e ainda espero seu contato para que possamos discutir com mais calma essa questão, insisto nisso, pois estou certo de que gostará muito de meus textos, e terei imenso prazer em ter sua opinião a cerca deles. Quanto aos outros tem da mesma forma meu e-mail para esclarecer duvidas e trocarmos opiniões a respeito de assuntos diversos sobre poesia de verdade e não esta que aqui está publicada.
    20 fevereiro, 2012 as 0:16
  27. Alguém que não sabe, para Alguém que sabe muito: João ou José? Obrigada pelo apoio à minha humilde manifestação, não sou Zoroastro, nem Zaratustra nem coisa nenhuma. Já agora estou na curiosidade em conhecer a tua lavra caro doutor. Sou quase doutora, e serei sempre um quase porque a incompletude é o cerne desse ser que ainda não se conhece muito e sabe que não sabe. Portanto, se puder, deixe alguma pista sobre onde poderia ler-te. Sou a Maria Mundivendente. Muito prazer.
    20 fevereiro, 2012 as 12:54
  28. Alguém que não sabe, Agradecendo ao Serguilha por despertar, ao menos, esses diálogos. Nem tudo está perdido!
    20 fevereiro, 2012 as 12:56
  29. Alguém que não sabe, corrigindo João Carlos ou José Carlos (Alguém que sabe muito), sou a Maria Mundividente.
    20 fevereiro, 2012 as 13:00
  30. Alguém que não sabe, …sou a Maria Mundividente.
    20 fevereiro, 2012 as 13:03
  31. Caroline, Gente isso aqui tá bombando… sério tá mais animado que BBB, e desfile de escola de samba na sapucai… vim parar aqui por indicação de uma amiga que costuma me dizer que tenho que ampliar meus “horizontes literários”, e dando a real: não entendi nada, e preciso ler o texto com no mínimo, na pior das hipóteses com a wikipedia aberta, sem falar no clássico dicionário, que não abro a pelo menos uns dois anos, nas aulas chatas de português, mas tá valendo, até porque estou “ampliando meus horizontes literários” .. Ah e de boa curti o lance da Perséfone…
    20 fevereiro, 2012 as 18:04
  32. Lúcia Helena vieira Dibo, Fantástica construção de texto, estilhaçando a própria medida! Maravilhoso!
    21 fevereiro, 2012 as 12:52
  33. ronald augusto, Lope de Vega, 1562-1635 Leonelo [...] Mas muchos que opinión tuvieron grave, por imprimir sus obras la perdieron; tras esto, con el nombre del que sabe, muchos sus ignorancias imprimieron. Otros, en quien la baxa envidia cabe, sus locos desatinos escribieron, y con nombre de aquel que aborrecían, impressos por el mundo los envían. Barrildo No soy de essa opinión. Leonelo El ignorante es justo que se vengue del letrado. Barrildo Leonelo, la impressión es importante. Leonelo Sin ella muchos siglos se han passado, y no vemos que en éste se levante un Jerónimo santo, un Agustino. Barrildo Dexaldo y assentaos, que estáis mohino. (de Fuente Ovejuna, 1612-1614)
    21 fevereiro, 2012 as 12:58
  34. guilherme gontijo flores, é bom ver tanto comentário (pró e contra) sobre o texto-magma-lahar do luís serguilha. pena que seja sempre tão difícil entrarmos num debate efetivamente crítico que não descambe pra uma troca de ofensas gratuitas, ou no mero opinativo irrefletido. seria, sim, interessante pensar exatamente nos riscos de uma poesia de vertigem, em quais as funções de uma escrita que alucina os modos de entendimento e fica em pleno devir. é óbvio, e esperado, que qualquer escrita possa agradar a alguns e desagradar a outros, e isso nem é ponto de debate. mais importante é pensarmos sobre o que se pode fazer diante dessa escrita – o desconcerto me parece um bom começo…
    21 fevereiro, 2012 as 12:59
  35. ronald augusto, em suma:” Mas muchos que opinión tuvieron grave, por imprimir sus obras la perdieron; tras esto, con el nombre del que sabe, muchos sus ignorancias imprimieron.” e que a terra nos seja leve.
    21 fevereiro, 2012 as 13:03
  36. ronald augusto, não resisto, sublinho mais duas passagens que dizem muito sobre todo esse espetáculo: “sus locos desatinos escribieron”; e “El ignorante es justo que se vengue del letrado”.
    21 fevereiro, 2012 as 13:18
  37. Lucila Papacosta Conte, Caríssimos … a literatura é um não saber … Saber é apenas a pobre ciência nossa de cada dia … comida e defecada!!! A literatura é canção que ouvimos … ou que se não a ouvimos tentamos compreender as letras … O texto de Luis Serguilha é cantiga de ninar lobas e óbvio, os lobinhos, seus filhotes! A conversa está maravilhosa! Quanto ao texto?! … Indizível poesia …
    21 fevereiro, 2012 as 13:52
  38. Lucila Papacosta Conte, Sou da turma dos que sabem que não sabem – sem pós graduações … Sou da turma dos que sentem a doce poesia dos instantes! Que frase “dejà vue” … E meu nome é este mesmo … e tenho origem greco-romana … ouço fácil,fácil as idiossincrasias dos famigerados deuses … rsssssssssss!!!
    21 fevereiro, 2012 as 14:04
  39. Brenda Marques Pena, É interessante como o texto de Luis Seguilha, sempre com sua característica de dialogar com o Cosmos, referencia várias tribos indígenas. Vale lembrar que as línguas e culturas diversas dos povos originários, são muito ricas e contribuir muito para uma existência mais multicultural, se aprendermos a conviver com as diferenças.
    21 fevereiro, 2012 as 14:34
  40. Marcelo Moraes Caetano, Parece-me sempre bem-vinda e profícua a uberdade de desatinos e devaneios diante da explicitude que acabamos por experimentar quando se nos depara a incapacidade latente que o significante possui de expressar significados reais. A obra de Serguilha agita porque desperta em nós o sonâmbulo dogmático e nos põe completamente atônitos do outro lado do espelho. Não há o que explicar porque não há o que não explicar. Sentir é pouco se os sentidos são perguntas. Para além do bem e do mal existe uma luz de negra refulgência que abora nosso caçador atroz com delicadeza. Transfiguração é palavra que não existe no dicionário do maniqueísmo.
    21 fevereiro, 2012 as 14:46
  41. Denise Freitas, Um tipo de discurso onde todos os conceitos parecem carecer de lugar. Antes de, através do texto, ser possível conduzirmos quaisquer questionamentos à realidade – ou suspeitas sobre ela – o próprio texto se configura numa impossibilidade. As referências, do modo como são arremessadas, carregam a incapacidade do diálogo porque sua condição extingue-se em adorno, enfeite, penduricalho. Um amontoado de palavras enfileiradas, fortificações levadas a efeito através do uso desmedido de formulações caóticas e que buscam em distorcidas referências entrópicas as legitimações para sua não-composição. A personagem loba (ou o tema, ou o assunto, ou a matéria de análise) que a rigor é um fundo falso – pois que ninguém dirá saber exatamente a qual dela(e)s referir-se – faz suas aparições e reaparições apenas pela sequência de fonemas; nesse sentido, poderiam ser cambiados por quaisquer outros, já que nenhuma de suas sentenças cumpre função alguma (nem linguística, nem literária, nem estética, nem filosófica, nem histórica, nem nem nem…). Na leitura, sequências de sons e sentidos em agrupamento aleatório, servindo-se de uma forma que o autor não alcançou ultrapassar.
    21 fevereiro, 2012 as 14:59
  42. victor sosa, Caros brigantes: o erro é acreditar que a escrita de serguilha é poesia ou literatura, pois nao, nao é poesía ni literatura no sentido académico ou convencional do termo, sua escrita está mais perta dos fluxos intrapsíquicos do pensamento; pensem aquelles que nao gostan de essa escrita, como é que funcionan suas cabecas: exatamente asim!! asociacoes libres, circuitos neuronais em constante mutacao, cultura et natura numa hibridacao indefinivel e infinita. os que critican, critican desde a “literatura”, nao desde a poiesis (que é fazer, que é creatio). a poesía, senhores, ultrapassa o “poema”. “le rest est literature”
    21 fevereiro, 2012 as 15:15
  43. Alguém que não sabe, Denise Freitas entendeu o espírito da Loba que nem alma tem a tal Urasau…os índios estão se remexendo nas fogueiras. Céus!
    21 fevereiro, 2012 as 16:35
  44. Alguém que não sabe, Distinguir o processo de criação artística do ato de fruição estética significou, por muito tempo, situar a poiesis (ato de criação) e a aisthesis (fruição) em dimensões distintas. Distinguir o processo de criação artística do ato de fruição estética significou, por muito tempo, situar a poiesis (ato de criação) e a aisthesis (fruição) em dimensões distintas. A aisthesis seria, tradicionalmente, a concretização (geralmente imperfeita, já que é mero reflexo do ideal) de uma idéia transcendente, de um significado que só pode ser gerado pela poiesis. Uma separação entre razão e emoção, entre corpo e alma, muito reconfortante. No entanto, tal como a física relativista subverteu a fixidez das leis newtonianas, não podemos mais partir das distinções cartesianas de res cognitans e res extensas. Já empiricamente temos que é o nosso próprio organismo – e não a idéia de um absoluto inatingível – a “referência de base para as interpretações que fazemos do mundo que nos rodeia e para a construção do permanente sentido de subjetividade que é parte essencial de nossas experiências” [1]. É o caso, então, de examinar criticamente o modo como o sentido é construído pelos seres humanos, reavaliar o modo como entendemos a significação do sentido situada nos pólos da poiesis e da aisthesis. Podemos ainda questionar esta subjetividade do conhecimento, já que ele é formado por signos gerados a partir de uma experiência interpessoal. Neste ponto, temos que a própria consciência do indivíduo é resultado de sua interação com o meio social e comunicacional (ideológico), ou seja, “a consciência individual é um fato sócio ideológico” [5]. Mas, por enquanto, fiquemos com a constatação de que o receptor não é um decodificador do sentido da obra, que a relação não é entre destinador/destinatário mas entre texto/leitor. Aqui, “é a autonomia de cada uma das categorias [sujeito/objeto] que aparece definitivamente posta em causa, assim como a neutralidade da metalinguagem que daí resultaria” [6]. A relação do sujeito com a obra não está mais vinculada, como na tradição kantiana, a uma significação transcendental ou mesmo a uma idealismo que se torna tangível por meio deste contato com a obra. Aliás, neste caso é uma tautologia falar em relação obra/leitor, pois não haveria sentido a se constituir sem a existência desta relação.
    21 fevereiro, 2012 as 16:41
  45. Alguém que não sabe, “A vergonha de ser um homem: há melhor razão pra escrever?” Gilles Delleuze1 Poíesis. O que vem a ser? Faz algum tempo que o processo de criação poética me intriga, e não sei datar desde quando experimento certas tensões do caos — um desconhecer (se) —, e tenho a impressão de que as variações das tensões permitem constituir um espaço de criação. Um entre-lugar onde criação e criatura forjam diferenciações, limiares de intensidades, talvez, só experimentados na arte — a experiência da criação2. Esta experiência me intriga também pelo que revela sobre mim, especialmente sobre o que desconheço a meu respeito, ao escrever este texto. A experiência da criação poética provoca uma abertura na existência, onde a pluralidade dos processos de diferenciação permite a composição de novos valores vitais, novos modos de subjetivação — a constituição de um novo território existencial. Ou seja, a criação poética é autopoiesis, já que no território da criação se constroem criação e criatura. O que está em jogo na criação poética é a reinvenção de si mesmo, é o torna-te quem tu és, a máxima Nietzcheana. E tornar-se o que se é implica desconhecer o que vem a ser, é lidar com o sofrimento e o estranhamento próprios da existência para, então, nesse desconhecer a si mesmo, constituir-se um vir a ser.
    21 fevereiro, 2012 as 16:59
  46. Alguém que sabe muito, Querida amiga Maria Mundividente ou “Alguém que não sabe”, tens a liberdade para me chamar como quiseres João, José ou até mesmo Alberto, sim minha companheira de luta, nós que buscamos mais respeito por nossa língua escrita e mesmo por nossos poetas, aqueles que labutam no dia-a-dia para se fazerem vistos, esses que sabem a árdua batalha do processo criativo, que não jogam palavras estapafúrdias ao léu e a chamam de poesia, posso citar diversos autores aqui, que sim vão mostrar que o que este “pseudo-projeto-de-qualquer-coisa-menos-poeta” não faz nada além de nada mais, do que jogar palavras soltas e chamar desrespeitosamente de poesia. Perfeita sua citação de Deleuze e Nietzsche, poderia trazer aqui também Pierce e suas teorias sobre lingüística e semiótica e o processo do fazer criativo, e trarei na hora certa. Gostaria também de dar as boas vindas a nossa amiga Denise Freitas, assim vejo que não estamos a sós, não somos os únicos loucos aqui, pois em um lugar onde todos parecem concordar, a minoria é que se torna insana, e prefiro ser considerado um louco a concordar com este estapafúrdio, de que isso que cá está publicado é literatura, me nego veementemente, prefiro a camisa-de-força, pois então se o que esse autor escreve é poesia: cito-o “ELA_____humús de RAUL BRANDÃO, Maurizio Cattelan, Cai Guo-Qiang, Chris Ofili, Juan Munoz, Ernesto Neto, Andreas Gurski, Anselm Kiefer, Peter Haley, Gerhard Richter, Amish Kapoo, Lucian Freud, Frank Auerbach, Jeff Kaoos, Mathew Barney, Takashi Murakam, Robert Gober, Mike Kelley, Rachel Whiteread, Elmgreen e Dragset, Ron Mueck, Sarah Lucas, Tracey Emin,Marina Caram, Renina Katz,Otoni Gali Rosa (estudo ciclista), Heinz Kühn, Haroldo-galaxiano-vascularização do abismo FRACTAL de e.m.melo.castro________as tisanas de Ana Hatherly: Fotografia de Thomas Farkas-luz sombra-aquitectura, expedição ao rio negro, mulher em mesa de bar, ________” Não só minhas caras amigas, os índios se reviram em seus sepulcros, assim como também todos esses autores dão voltas revoltosas em seus caixões. E pra mostrar como é fácil fazer a “dita poesia” desse “senhor pseudo-poeta” então faço eu poesia também “A loba percorre os caminhos dos gramados inexauríveis de Carlos Alberto, Brito, Piazza, Félix, Clodoaldo e Everaldo, Jairzinho, Gérson, Tostão, Pelé e Rivellino_______ e tal como a bola a Loba rola” Querida Caroline, vejo em sua escrita o frescor da juventude, cuidado ao ampliar seus horizontes literários, se queres ampliá-los vá a Drummond, vá a Ferreira Goulart, procure João Cabral de Melo Neto, ou mesmo Cassiano Ricardo, Ana Cristina César, Murilo Mendes, leia Manuel de Barros, entre tantos. Aqui mesmo nesta revista encontrará diversos poetas que sim merecem respeito e uma leitura mais cuidadosa. E minha enigmática e amada Perséfone por onde andas? Espero mais de suas palavras tão doces que alegram meus dias, de uma pista para que eu possa lhe encontrar, nos mostre sua verdadeira essência poética, dance sua poesia, sua delicadeza para nós, para aqueles que querem ler poetas com competência no fazer criativo.
    21 fevereiro, 2012 as 19:32
  47. Alguém que não sabe, Meu amigo José ou “Alguém que sabe muito”. Que golaço! Traga o Pierce, vou gostar.
    21 fevereiro, 2012 as 22:37
  48. Alguém que não sabe, Ou, citando Goethe, “eu sou aquilo que tudo nega, pois o que existe, é para ser destruído”.
    21 fevereiro, 2012 as 23:01
  49. Lucila Papacosta Conte, que luta esquisita: pelo poder?! Se o texto fosse meu estaria em êxtase … como causou!!! Alguém consegue isso?! Em todos os comentários só percebi trocas de citações e referências! O texto de Serguilha é “difícil” mesmo de ser lido … mas os comentários foram tão arrogantes!!! E viva o Brasil !!!
    22 fevereiro, 2012 as 4:14
  50. Alguém que não sabe, Não é luta cara Lucila Papacosta Conte. E o que voce chama de arrogância chama-se coragem.
    22 fevereiro, 2012 as 14:47
  51. Lidia, Grande Luis Serguilha, forçando os ditos “Alguém que não sabe” e “Alguém que sabe muito” a pensar:)
    22 fevereiro, 2012 as 16:26
  52. Lucila Papacosta Conte, Coragem só precisamos acessar contra os fortes – com os fracos, os incompetentes usamos da misericórdia … Os mestres ensinam os que estão em situação de desamparo cultural – mestres não escandalizam os pequeninos – toma-os pelas mãos e os conduzem ao Olimpo … Essas atitudes são tudo menos “Coragem” – E de extremo mau gosto e de falta de polidez absoluta … Parece conversa de incivilizados … Boa tarde, bons companheiros! Somos todos conhecedores e desconhecedores de um certo pacote de informações … ou não é assim?! Quem sabe tudo, levante a mão!!! Abraços!!!
    22 fevereiro, 2012 as 18:44
  53. Alguém que não sabe, Lidia, você pelo jeito não pensou muito quando “proferiu” sua frase. No contraponto do que se propõem uma discussão construtiva falta-lhe muito a dizer. Minha cara Lucila Papacoste Conte, ainda bem que você se reconhece entre os fracos e os que ignoram, ao contrário. “Alguém que não sabe” está provando que o diz. Basilado por outros pensadores aqui manifestos com coragem suficiente para mostrar outros rumos. Não fechem os olhos enquanto o fogaréu passa. não vos acovardeis atrás de elogios fáceis.
    22 fevereiro, 2012 as 19:13
  54. Lucila Papacosta Conte, Só para não deixar de citar … “O colo materno continua fecundo …” – não vou colocar a autoria desta fala … seria óbvio e deselegante demais …
    22 fevereiro, 2012 as 19:43
  55. Lucila Papacosta Conte, Quem está elogiando quem? Li o texto e gostei – Quem é autorizado a me impedir de gostar de um texto? Não preciso explicar o porquê de ter gostado … Achei corajoso o texto – diferente – indefinível – fora dos de série – Teorias são fáceis demais … Praticar o inédito e deixar teóricos desesperados para encaixotar o expresso em lugares estabelecidos me faz rir … ” O colo materno continua fecundo …”
    22 fevereiro, 2012 as 20:25
  56. Ada kroef, Poesia não é filosofia…. está em outro plano…. é composição…pensa, mas de forma distinta dafilo e da ciência, é no ziguezague que se cria…. Poesia não se explica, como toda a arte… Afecta…cada um de um modo! So acho incrível como as pessoas gostam de julgar o trabalho, a produção do outro. Uma espécie de inquisição intelectualóide. Escrever é congregar fluxos, cada um com um funcionamento. A ditadura dos julgadores não me interessa, mas sim, a forma como estes fluxos afectam. Tudo o que nos é estranho, que provoca deslocamento nos incomoda! Não adiante ter tantos pós doutoramentos para virar um inquisitor-julgador! Acolher a escrita que vai produzir paixões alegres ou tristes! Tenho aversão ao consenso…acho mais saúdável (a boa saúde de Nietzsche) ao invés do ataque, conversações!!!! Transversalizações, conexões, disjunções,curto-circuitos! A escrita de Serguilha me afecta de alguma forma e não cabe julgá-lo, mas reconhecer que há potência, partículas a-significantes a serem capturadas pela escrita, sonoridades, um passo de dança… muitos passos de dança…Linhas de forças que se dobram, estriam e se desdobram, marcando espaços lisos incompreesíveis… Arte não se compreende, racionaliza e se explica…e repito, literatura não é filosofia… fabulação,criação,invenção de algo novo, com velocidades e intensidades, sentidos e direções singulares! Eis a escrita de Serguilha: singular!
    22 fevereiro, 2012 as 20:29
  57. Lucila Papacosta Conte, Aqui todos são bem mais novinhos do que eu – Saussure, Jakbson, Claude Levi-Strauss, Derrida, Foucault … Eco, Mircea Eliade – Deus meu … todos meus companheiros de noites e noites de estudos nas décadas 60/70 … Vilém Flusser … Já leram dele: A História do Diabo? Indispensável a todos os que sabem … Adieu!!!
    22 fevereiro, 2012 as 20:31
  58. Perséfone, “É bom quando nossa consciência sofre grandes ferimentos, pois isso a torna mais sensível a cada estímulo. Penso que devemos ler apenas livros que nos ferem, que nos afligem. Se o livro que estamos lendo não nos desperta como um soco no crânio, por que perder tempo lendo-o? Para que ele nos torne felizes, como você diz? Oh Deus, nós seríamos felizes do mesmo modo se esses livros não existissem. Livros que nos fazem felizes poderíamos escrever nós mesmos num piscar de olhos. Precisamos de livros que nos atinjam como a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente – como a morte de alguém que amávamos mais do que a nós mesmos –, que nos façam sentir que fomos banidos para o ermo, para longe de qualquer presença humana – como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós.” (Kafka) voltarei, mas por hora deixo essa reflexão para todos…
    23 fevereiro, 2012 as 21:43
  59. Kátia Torres Negrisoli, ” _cortejo hepático e as vozes são arcos mutantes, moléculas dedilhadas. Veias que se expandem e se transfiguram. Bigornas do fogo-primitivo. Radiaçoes a reabilitarem os epicentros da arqueologia.” Como não entender? O nascedouro das palavras, a forma da essência humana, o instinto, a Biologia, a antropologia. São muitas as referências e acompnha-las não é tarefa fácil, demanda estrutura e conhecimento. Multissemiiose. Intertextos. A escrita de Luis Serguilha é fluídica e original. Kátia
    24 fevereiro, 2012 as 2:21
  60. Marisa Pedrosa, O fenômeno objeto da observação, da leitura e da crítica, e também igualmente dos comentários de natureza outras que não propriamente uma crítica ou o compartilhamento de ideação por concordância ou por oposição a um trabalho publicado, ou mesmo o resultado da transversalização do processo-criação-criador-criatura, mas atitude de desrespeito à liberdade de expressão do ato criativo de um autor – aqui, neste fórum, é a produção poética singular e extasiantemente sensorial do poeta Serguillha. Lembro aqui que o prisma pelo qual o observador do fenomeno se posta para fazer a sua experiência ‘do ver’. ‘o olhar’ , ‘o ler’, ‘do escutar’, ‘do ‘perceber’ e ‘do sentir’ o que na obra se mostra para além do objeto/fenômeno da observação é plural em suas possibilidades de interpretação. E a interpretação de uma produção, de qualquer outro fenômeno da natureza ou da criação do homem, por mais que a academia recomende o distanciamento, a isenção das projeções, ela estará sempre e inevitavelmente atravessada pela experiencia do sujeito da observação – pelos afetos e pelos significantes associados às vivencias e à história do interprete -, na mesma medida que a obra do autor, também o está. Os atravessamentos , as projeções, são inerentes a COISA. Penso pertinente me reportar aqui ao que nos traz Victor Sosa em dois momentos privilegiados deste fórum – cujo posicionamento por si mesmo nos convidaria felicitá-lo pela coerencia da apresentação do seu texto e pela riqueza dos conceitos e conteúdos à luz dos quais faz a sua análise, a sua crítica, mas também a defesa do trabalho ‘LOBA URUSAU’ de Serguilha. A poética lasciva da ‘LOBA URUSAU’ está tecida de forma tal que as palavras em série, a profusão de expressões adjetivas, as imagens vinculadas às mesmas e o engendramento ideativo peculiar do autor e conforme manifestado na sua obra, nos faz pensá-la à luz da tríade do processo de simbolização, onde os significantes produzidos em série ligam-se uns aos outros numa cadeia associativa lógica, apontando significados e significações que se fecham no final da cadeia numa grande metáfora, e nesta, o que se põe à mostra é a pulsação da metonímia do desejo. A LOBA URUSAU é metáfora construida no movimento circunscrito pelo discurso associativo, disparado a partir de um significante primeiro que insiste em fazer laço, e que assim se liga à outro e à outros para fazer a série, a cadeia a que me refiro no páragrafo anterior – uma cadeia significante. E no movimento entre sgnificantes e significados advém a síntese que lhe dá a significação: a LOBA URUSAU. Complementando, eu arriscaria pontuar que a diversidade e a dualidade das reações manifestadas à produção de Serguilha, são mesmo inevitáveis. O texto em discusão – a sua arte/criação -, põe em evidencia exatamente o que no comum neurótico – em nós – está eclipsado sob os véus do recalque. E o trabalho do poeta é exatamente este: fazer BELO e dar EXPRESSÃO à COISA que ao outro é feia, censurável e censurado, e INTERDITA. Ou dito de outra maneira, a produção de Serguilha é um chamado para ler da experiência percepto-sensorial da sensualidade instintual da fêmea LOBA no exercício da sexualidade que faz pulsar a vida – e na mesma proporção um convite para que o seu leitor viva a experiência de se deixar sair do ancoradouro que lhe dá refúgio, ou seja, a pseudo-segurança que cada qual encontra nos seus fantasmas particulares. A ‘LOBA UIVANTE’ é um oceano metáfórico empregnado no todo do manifestação e no particular do fenômeno pelo que de mais real da experiencia da vida escapou de ser significado pelo outro no processo próprio de simbolização das vivências instintuais associadas à genitalidade à gênese. Mas ao possibilitar um lugar, um meio de inscrição simbólica para esse real outrora forcluído, ela põe à mostra a porção dos conteúdos que ficou capturada no processo e posteriormente velado na aculturação do sujeito na forma de pulsão x desejo x procriação (pro / criação = em prol da criação), por força da secção posta pela repressão, pelo recalque da vivência da a sexualidade em nós – nós humanos, macho-fêmea da espécie/ homem-mulher. Penso que advém daí a natureza dual das reações manifestadas a partir da leitura do texto ‘LOBA URUSAU’ . O texto ‘LOBA URUSAU’ é uma grande metáfora do que há de instintual na genêse da vida – é vida feito poema. Amboise, França, 21 de fevereiro de 2012. Marisa Pedrosa de Almeida
    24 fevereiro, 2012 as 9:13
  61. Lidia, alguém que não sabe, você me faz rir:)
    24 fevereiro, 2012 as 12:41
  62. Alguém que não sabe, é… fazer rir não é tarefa fácil. Lídia você provoca o choro!
    24 fevereiro, 2012 as 13:51
  63. Alguém que não sabe, Maria Pedrosa, que bom ler o seu comentário que desdobra a pedregosa afluência do fazer poético. Roland Barthes também teceu grandes performances a cerca da semiologia. É por aí. Abraço
    24 fevereiro, 2012 as 13:52
  64. Alguem que gostaria de saber, Crianças, não briguem! alguem que não sabe demonstrou saber o suficiente, alguem que sabe tudo parece não saber muito sobre literatura, e todos que tiveram ousadia de brigar por suas convicções, independente de certo ou errado demonstram ter disposição para leituras variadas, o que já os capacita para uma discussão deste nível. Lembrei-me de Wagner, um velho mestre, pensador, poeta, crítico literário, etc. cheio de conhecimento sobre tudo… A poesia, independe de conceitos. O tenho dito há muito tempo e parece-me que nunca se deram conta que poesia é um conjunto de sentimentos, qu independem exactamente da forma física. Quem leu uma pequena parcela dos nomes citados, ao menos da biografia de alguns deles, pode adentrar na poesia do Luis sem obstaculizar seus significantes, mas… para os incautos, a loba, quero crer, seja mulher madura, que não se esconde em subterfúgios fragilizadores, e, sendo loba-loba é líder do covil que se instaurou na poesia serguilliana, eu-poético/poeta se misturam e o narrador presente em todo o texto se extasia diante de uma não-posse de um ser que está muito próximo, ou quem sabe, muito distante, inascessível, inatingível, e toda a mácula vislumbrada em certos trechos, são elogios às qualidades… há bravura, há recolhimento, uma pitada de loucura e por vezes é posível sentir o emaranhado de emoções do lusoautor traduzido por colocações como: “ela é a ambivalencia em potencia, a contradição incomensurável_________POEMAS-INTERANULARES e LOBA bruxulea com a luz das lampadas os telégrafos e os ergástulos como a sineira ou a bóia que projecta amuletos e conjuros nos ANTARES: um espanto irrompe e arremesa a LOBA para fora de si mesma, para um retorno institual e espiritual. A loba a espacializar-se nas tensões espácio-temporais de Alexander Baumgarten.” onde a loba confunde-se com seus próprios e inafastáveis sentimentos. Ela é uma miragem semidivina, ou apenas uma mulher? é poeta? é leitora, atriz? sabe-se lá! prefiro pensar que seja apenas uma mulher, instigante, provavelmente, muito bela, porque mulheres feias não instigam os sentimentos de um homem desta forma, não transformam o caos em um emaranhado linguistico que pretendendo ser poesia,como disse Denise “Na leitura, sequências de sons e sentidos em agrupamento aleatório, servindo-se de uma forma que o autor não alcançou ultrapassar” alcançou em verdade uma plenitude ainda mais sublime, de musicalidade e expectativa, onde o leitor só poderá situar-se se compreender o terreno penetrado pelo autor, recriando sensações, colorindo as faixas em preto e braco, preenchendo a lacunas e cocriando a poesia serguilliana como sua fora.
    24 fevereiro, 2012 as 14:25
  65. Alguém que não sabe, Caro “alguém que gostaria de saber” …eu sou humilde. E estou até (após aprofundar-me com a expositura das variantes dos comentários aqui propostos) achando o Serguilha nem tão incomensurável assim. O Objetivo é sempre o crescimento. Agora para Maria Pedrosa, você escreveu “URUSAU” mas o texto titula-se “URASAU”…and now? Todos ao mar!
    24 fevereiro, 2012 as 16:06
  66. Alguem que gostaria de saber, Meu amigo “que não sabe” você parece conhecer bastante de literatura, todos parecem conhecer, mas poesia é essência, é alma, é instigação, é criação, é mutação constante. Imagine como seria se só existisse um estilo literário? Provavelmente este diálogo não estaria sendo travado. conceitos rígidos não nos levam a lugar algum, petrificam-nos, impedem-nos a novas conquistas e descobertas. Inovar é crescer. Mudanças se fazem nescessarias em todos os planos existenciais, assim como desejamos que a medicina ou a ciência evolua, precisamos urgentemente de novos conceitos de arte e literatura. Esta é a proposta de Serguilha, uma poesia descontrutora, cósmica… sei lá, estes são conceitos meus como leitora/poeta/crítica que sou.
    24 fevereiro, 2012 as 21:29
  67. Alguém que não sabe, Bom, ninguém está só. Se eu soubesse o desenrolar que aconteceria a partir de meu pseudônimo…há tantos alguens nesse mundo de ninguens! Eu estou adorando tudo isso. Mas quem puder, por favor, ALGUEM QUE SAIBA, o que diabos ou lobas quer dizer ou é URASAU? A Wikipédia não me ajudou! “O Sítio da Imaginação é uma obra-software colaborativa, original do mundo digital, que reúne o uso da imagem, som e palavra, todos mutáveis, para a construção de um novo discurso poético. A idéia aposta na reformulação dos padrões de pensamento, com suas estruturas baseadas em referências infinitas e flexíveis – não como iniciativa espontânea, mas como resultado da percepção das mudanças de um mundo cada vez mais digital. A possibilidade de construção colaborativa (divulgada em redes sociais) é uma outra inovação. O software é disponibilizado no site da Ciclope, o ateliê digital responsável pelo projeto” (Fonte Wikipédia)! Viva eu, viva tu, viva a pasta de caju!
    24 fevereiro, 2012 as 22:37
  68. Alguém que não sabe, Agradeçam-me pois graças a este ALGUEM QUE NÃO SABE, muitos sabedores aqui aportaram para ajudar! Viva eu, viva tu, viva o MARACATU.
    24 fevereiro, 2012 as 22:40
  69. Alguém que sabe muito, Eu ouço você dizer: “Isso tudo não é fato; é poesia.” Bobagem! A má poesia é falsa, eu suponho; mas nada é mais verdadeiro do que a verdadeira poesia” (Peirce). Caríssimos amigos que sabem, que não sabem, que querem saber,ou simplesmente deixam de saber, o que se mostrou aqui foi uma batalha de Titãs, no único intuito de mostrar “quem sabe mais”. Diversos teóricos foram trazidos a tona, filósofos foram postos em cheque, todos levados à frente desta infame batalha de egos, “do quem sabe mais” para provar o que meus caros? Vamos quem se habilita a trazer mais teorias e discussões para se explicar o inexplicável , afinal POESIA NÃO SE EXPLICA SE SENTE, meus caros amigos, a verdadeira poesia é pressuposto de cada um, a mim isso que está aqui publicado não é poesia, digam o que queiram, continuem teorizando e nunca me convencerão. Mas a minha maior surpresa foi perceber que nem tudo está perdido, pois em meio a tantos desvarios verborrágicos caro “pseudo-poeta” apenas uma leitora sua teve a coragem de demonstrar em poucas palavra todo o sentimento que sua poesia lhe causa, e no emaranhado de desconexões “pseudo-teóricas-filosóficas” … encontro Kafka trazido a tona pela mãos da doce Perséfone, nada de teóricos, ela nos trás um escritor, para nos mostrar e nos ensinar, que não importa o que teóricos profiram, o verdadeiro critico é o leitor, o que dá valor e validade para o texto é o encontro com o outro, e se tal poesia lhe causa tamanho sentimento, tamanho estranhamento, que embora eu já houvesse percebido em seu comentário anterior, o que posso dizer eu um humilde escritor e admirador de suas palavras, apenas isso: meu contato jca.dutra56@gmail.com
    24 fevereiro, 2012 as 22:43
  70. Alguém que não sabe, Fernando Pessoa não precisou de nenhum “penduricalho” para ser um grande poeta. ” A Literatura é uma defesa contra as ofensas da vida. A primeira diz a segunda: Nâo me levas à certa; sei como te comportas, sigo-te e prevejo-te, gozo até ao ver-te agir, e roubo-te o segredo ao recriar-te em hábeis construções que travam teu fluxo. À parte este jogo,a outra defesa contra as coisas é o silêncio em que nos recolhemos antes de dar o salto. Mas é preciso que sejamos nós a escolhê-lo, e não deixar que no-lo imponham. Nem mesmo a morte. Escolhermos um mal é a única defesa contra esse mal. ISTO significa aceitar o sofrimento. Não resignação mas FORÇA. Digerir o mal de uma só vez. Tem vantagens os que, por índole, sabem sofrer de um modo impetuoso e total: assim se desarma o sofrimento e o transformamos em criação, escolha, resignação, Justificação do suicídio. Aqui não há lugar para caridade. OU não será talvez a verdadeira caridade esta projeção violenta de si próprio?” CESARE PAVESE.
    24 fevereiro, 2012 as 23:29
  71. Marisa Pedrosa, UMA (RE)PARAÇÃO…. Pessoal, Ah, perdoem-me pelo ato-falho no texto: as sílabas da metáfora LOBA URASAU ficaram deslocadas na digitação do texto…. Mas de qualquer forma, o próprio ato-falho,dado o contexto das conversas aqui postadas, ouso pensar, veio para esclarecer o movimento das forças antagônicas a serem evidenciadas, trabalhadas, elaboradas e transmutadas. Afinal, DESLOCAMENTO e ASSOCIAÇÃO na produção do discurso associativo são mesmo mecanismos próprios, inerentes ao PROCESSO DE SIMBOLIZAÇÃO em curso.Enfim, energias antagônicas a serem transmutadas! Amboise, 25.fevrier.2012. Marisa Pedrosa de Almeida (e não, MARIA (Pedrosa de Almeida).
    25 fevereiro, 2012 as 7:47
  72. Alguém que não sabe, O que pode fazer uma letrinha trocada! Marisa Pedrosa de Almeida, valeu! Viva eu, viva tu, viva o canto do nhambu.
    25 fevereiro, 2012 as 13:39
  73. O Jardim das Veredas que se bifurcam, “Desvario laborioso e pobre o de compor livros extensos; o de espraiar em quinhentas páginas uma idéia cuja perfeita exposição oral cabe em poucos minutos. Melhor procedimento é simular que esses livros já existem e oferecer um resumo, um comentário”. Jorge Luis Borges
    25 fevereiro, 2012 as 22:00
  74. Elizabeth, acho que alguém está querendo “comer” a Penélope… (será o Dick disfarçado?)
    27 fevereiro, 2012 as 19:03
  75. Alguem que gostaria de saber, SABER OU NÃO SABER? EIS A QUESTÃO. A citação de textos é coisa antiga. Viva aos que conseguem admitir o plágio, rsrs. Poesia é um ato de sentir, não há que caber dentro do pensar, mas se provoca o pensamento e a discussão, então terá valido a pena por ter sido escrito. Parabéns ao Luis Serguilha, que inovou, provocou re/ações, des/contentamento, briga. Fico feliz por ter participado deste debate, claro que como poeta e como crítica, mais poeta, quero esperar, percebi que algumas citações foram feitas sem indicativo de seus respectivos autores… no Brasil temos essa mania de re/escrever (o tal corta/copia) da internet, fazer o que? Felizes os que conseguem pensar por si mesmos, embora correndo o risco de frases mal redigidas, mal formuladas, e com um sentido contraditório entre si. Claro que, como jurista, que quase sou, preocupo-me com as mazelas do ato do plágio, mas, também não me colocaram por juiz de ninguém. Viva o que erram na hora que digitam um texto, isso significa que eles o escreveram, felizes os que conseguem se enxergar (x/ch?) com falhas e deficiências e maiores vivas aos que dizem não, que não se corrompem com bajulações, que dizem o que pensam sem sentirem-se obrigados a amabilidades inúteis… gostaria que soubessem que não critico aos que ousaram dizer que detestam o que leram, acho isso louvável, melhor assim que quedar no automatismo de frases preparadas, parabéns a todos pela disposição de um diálogo bem elaborado. Beijos a todos. Carola
    1 março, 2012 as 0:06
  76. Alguém que não sabe, Olá “Alguém que gostaria de saber”. Obrigada pela parte que me toca. Agora essa tal Elizabeth, acusa alguém de estar querendo…enfim, a tal Penélope. Acho que Elizabeth confundiu a deusa das tecituras com a deusa do corte de cabeleiras, a tal PERSÉFONE. Em tempos de I-phone, sei lá. É bom deixar claro que tudo é obscuro. E não é de bom alvitre ou mesmo de bom tom, ou de juizo de direito (não é mesmo amiga “Alguem que gostaria de saber”? sair por aí acusando sem provas! De todo modo resta evidente o que se pode apreender de um diálogo como o aqui desenvolvido, claro, há que ser humilde. E por aqui resto, Maria Mundividente. A todos, e em especial ao escritor SERGUILHA, meu (en)agra(n)decimento!
    1 março, 2012 as 13:04
  77. Alguém que não sabe, Há algo por saber no reino da Literatura!
    1 março, 2012 as 13:07
  78. Marisa Pedrosa de Almeida, Tenho aprendido – e apreendido – das sutilezas do processo de construção da escrita, lendo dos comentários à produção de Serguilha’ neste fórum. E ousando mais uma vez, pego carona no comentário imediatamente acima(…) para acrescentar que inevitavelmente, quando mais se pensa ter conquistado um SABER, uma VERDADE, mais nos confrontamos com o ‘horizonte do muito a saber, a buscar, a aprender e apreender’ da VERDADE. Há sempre algo que escapa, que está inexoravelmente perdido. E a constatação do ‘algo por saber’ não é privilégio restrito ao ‘reino da literatura’, mas do Universo da Ciencia e no ambito de cada uma das ciências; do Universo da filosofia e no âmbito das suas SETE MUSAS; da sabedoria popular e no livro da vida. A experiência do SABER que não se completa é privilégio daqueles que na sua busca da boa e última palavra que lhe o aporte da VERDADE, finaliza mais um ciclo do processo de aquisição do conhecimento, enriquecido com a constatação de que na diálética entre CONHECIMENTO x SABER x VERDADE, o que nos é possível alcançar são meias-verdades. A construção do CONHECIMENTO implica a desconstrução do SABER INSTITUÍDO para permitir o vazio onde a VERDADE se mostrará sempre seccionada, meia-verdade…. É o que nos ensina o princípio da ‘DOUTA IGNORANCIA’ (grifos e aportes, meus). Marisa Pedrosa
    4 março, 2012 as 15:43
  79. Alguém que não sabe, Eu preciso aprender, eu sei, Marisa Pedrosa, aqui se fala de Literatura, por isso, e numa alusão a Hamlet, como fez “Alguém que gostaria de saber” SABER OU NÃO SABER, EIS A QUESTÃO, adicionei, na intenção de somar, o “Há algo por saber no reino da Literatura”. Hehehe. Quanto à verdade… existem várias: a de um, a de outro, e a de ambos, que não necessariamente são verdades, mas intenções de verdade. Aliás de intenções o Inverno está cheio. Sim, eu disse inverno – porque do Inferno sequer sabemos, exceto que o vivemos enquanto vida houver. O mesmo vale para o Céu ou paraíso ou Olimpo! Alguém que não sabe não é assim tão néscio. Há algo de admirável no reino da DitaMarca.
    4 março, 2012 as 16:09
  80. Alguém que não sabe, Céus! Leve-mos somente o que pudermos carregar!
    4 março, 2012 as 16:11
  81. Nasrudim, Eu vim em defesa dos que são indefesos.
    4 março, 2012 as 16:14
  82. Nasrudim, Fiquei sabendo que tem muita gente acessando isso aqui só para ler o que “Alguém que não sabe” escreve! Já pensaram se ele souber disso? Aliás, “Alguém que não sabe” deixe seu contatacto por favor?
    4 março, 2012 as 16:52
  83. Alguem que gostaria de saber, Fernando Pessoa foi muito odiado enquanto vivo, ele era ligado às artes macabras, por isso não tinha da família da amada o apoio para se casarem. Além disso o preconceito, mesmo o literário só é vencido “post mortem” do autor, que então é tomado como pessoa de grande cultura e saber. Hoje amamos Pessoa, mas só Deus sabe todas as críticas que recebeu por seus textos nada dentro das perspectivas de sua época, além disso, o uso de Heterônimos hoje reconhecido, por certo teve caráter de maluquice/loucura porque, creiam-me, foi assim que Pessoa foi tido. Não sabemos tudo, sequer sabemos alguma coisa, verdades antigas caem por terra, novos conceitos surgem no mundo…
    5 março, 2012 as 19:57
  84. Marcio, Esse texto é lixo, não vale nem discussão, pura perda de tempo.
    7 março, 2012 as 20:43
  85. Agnaldo, Leitura para mulher em crise de meia idade.
    8 março, 2012 as 12:05
  86. marisa pedrosa de almeida, (…) hum, hum,hum!!) Se assim os senhores percebem a produção do escritor, ouso perguntar o que no particular deste trabalho os fez persistir na sua leitura, e sobretudo o que os traz à página deste fórun dedicado a discussão das impressões que o mesmo nos causa. Marisa Pedrosa de Almeida Bem, e uma vez que ficou registrado acima a referencia a ‘mulheres de meia idade’, peço-lhes que observem a data,dades. incluindo ai, as mães, esposas, namoradas, filhas, netas, sobrinhas, afilhadas, amigas e colegas de trabalho dos próprios, agradecemos as palavras ‘tão bem colocadas’
    8 março, 2012 as 18:56
  87. marisa pedrosa de almeida, (corrigindo e complementando o final do comentario acima) peço-lhes que observem a data,porque nós mulheres de meia idade, em crise, ou não crise de meia idade, e todas as demais idades e condição, incluindo ai, as mães, esposas, namoradas, filhas, netas, sobrinhas, afilhadas, amigas e colegas de trabalho dos próprios, agradecemos as palavras ‘tão bem colocadas’ no sentido que veio colocar em evidencia a magnitude do conflito que os põe prisioneiros no preconceito contra o que há de mais feminino na MULHER e na porção ‘ANIMA’ de cada um dos homens, também…. e em pleno SÉCULO XXI! Enfim, energias antagônicas a serem melhor trabalhadas. Marisa Pedrosa de Almeida (08 de março de 2012. Amboise/França)
    8 março, 2012 as 19:08
  88. Marisa Pedrosa de Almeida, E por ser hoje 08 de março – O DIA INTERNACIONAL DEDICADO A MULHER…. Parabéns a todas nós MULHERES pelo Dia que o CALENDARIO HUMANO nos dedica, mas as nossas felicitações são para todas dentre nós e todos dentr’ELES que referenciam o SAGRADO FEMININO… Se não fosse a energia d’ELES contracenando com a nossa no jogo especular EU /OUTRO, como poderíamos nos aperceber da força, da singeleza e da magia criadora do feminino que nos habita! Obrigada tb ao poeta que ‘a sua maneira’ pode trabalhar e tentar dar conta deste ENIGMA que aporta o feminino – e que diferentes e tão antagônicas reações provocam no outro. Nos sentimos deveras presenteadas. Esse é o trabalho do poeta: ‘dar expressão e fazer belo, o que ao outro é condenado, condenável, feio, interditado e INTERDITO’(Marisa Pedrosa – Amboise, FR, 08 de março de 2012)
    8 março, 2012 as 20:10
  89. Marcia V. Santos, Nossa como tem gente que perde tempo discutindo pra nada aqui, isso é uma pagina publica as pessoas tem o direito de se expressarem, de opinarem, mas sempre que vem um que critica tem um bando de chato a retrucar, ninguém é obrigado a gostar, a proposito Luis Serguilha li seu texto não compreendi nada, mas de alguma forma gostei, percebo a necessidade de re-re-re-leituras, e talvez nunca venha realmente a entender o que queres dizer, eu uma leitora de poesia clássica, de leituras que me mostram e me dizem com clareza a cerca dos meus sentimentos, digo que nunca li nada igual, quem dera eu uma simples leitora leiga ter acesso a tamanha complexidade textual, tiro meu chapéu para aqueles que realmente compreendem vosso texto Luis Serguilha, que pelo que vi aqui são raros.
    11 março, 2012 as 22:25
  90. Guilherme, Potente, enigmático e provocador, creio que ainda não havia me deparado com um texto de tamanha beleza que me levassem a sensações de tamanha força visual e sonora, espero encontrar aqui mais textos deste autor que ainda não tinha tido o prazer de conhecer.
    17 março, 2012 as 22:29
  91. Emanuel Cendefeita, É pena que o leitor, ferido por uma cegueira que sem maldade diria de terceiro-mundista ou nova-rica, não consiga ver a pedantice e a prestidigitação que esta coisa é. Lamentável e chamaria a ela a estória de rei vai nu que os cara para fingir que viam gostavam pra burro. Triste.
    22 março, 2012 as 17:17
  92. Heitor Valinhos, Este dom serguilha é mais esperto que os que lhe dão palmas. Como se dessem chuva no mau molhador. E não precisa dizer-se mais.
    22 março, 2012 as 17:20
  93. Márcia, Como meus amigos anteriores só digo: Serguilha ou o que sabe aproveitar-se da tolice de alguns pascácios esnobes.
    22 março, 2012 as 17:26
  94. LUIS SERGUILHA, CAROS AMIGOS…HAJA SIM..SEMPRE ESTA CORRENTEZA DIALÓGICA…E de reaprendizagens ….E…sobre tudo o que aprendi e reaprendi com as vossas travessias relembro DERRIDA:“Um texto só é um texto se ele oculta ao primeiro olhar, ao primeiro encontro, a lei de sua composição e a regra de seu jogo. Um texto permanece, aliás, sempre imperceptível. A lei e a regra não se abrigam no inacessível de um segredo, simplesmente elas nunca se entregam, no presente, a nada que se possa nomear rigorosamente uma percepção… A dissimulação da textura pode, em todo caso, levar séculos para desfazer seu pano. O pano envolvendo o pano. Séculos para desfazer O pano. Reconstituindo-o, também, como um organismo. Regenerando indefinidamente seu próprio tecido por detrás do rastro cortante, a decisão de cada leitura. Reservando sempre uma surpresa à anatomia, ou à fisiologia de uma crítica que acreditaria dominar o jogo, vigiar de uma só vez todos os fios, iludindo-se, também, ao querer olhar o texto sem nele tocar, sem pôr as mãos no ‘objeto’, sem se arriscar a lhe acrescentar algum novo fio, única chance de entrar no jogo tomando-o entre as mãos… Uma vez que já dissemos tudo, tenhamos paciência se continuamos ainda. Se nos estendemos por força do jogo. Se, pois, escrevemos um pouco: sobre Platão, que dizia desde então,no Fedro, que a escritura só pode (se) repetir, que ela ‘significa (semaínei) sempre o mesmo’ e que ela é um ‘jogo’ (paidiá)” (Derrida 10, p. 7-9).
    25 março, 2012 as 18:46
  95. LUIS SERGUILHA, AMIGOS E AMIGAS
    25 março, 2012 as 18:47
  96. Peséfone, Poesia arte, poucos compreendem, leigos invejosos soltam palavras ofensivas sem fundamentos, línguas venenosas de gente mesquinha e sem conteúdo teórico e muito menos sensibilidade apreciativa e artística para avaliar a poesia de Luis Serguilha… pena existirem pessoas tão mesquinha que vem aqui apedrejar esse autor que luta incansavelmente para divulgar a poesia em nosso país, acompanhei-o em alguns eventos literários e nunca vi esse poeta criticar ou falar mal de ninguém, apenas elogiar e promover outros poetas também, que como ele apenas querem mostra e ter seu trabalho reconhecido. Corja de pequenos burgueses que não tem o que fazer além de ficar criticando o trabalho alheio, a poesia de Serguilha incomoda muita gente, pois ele conseguiu o que ninguém nunca chegara nem perto de fazer, sua poesia é obra de arte, Serguilha não escreve simplesmente poesia, ele esculpe poesia, ele pinta poesia, arte em palavras que nem um outro poeta jamais conseguirá chegar nem perto do que ele faz…
    26 março, 2012 as 3:02
  97. Paulo Silva, Parvalheira esse Dom Luis, um fracasso em portugal e vem para o Brasil enganar leigos, só no pais tupiniquim se consegue trocar ouro por muamba, uma vergonha esse dito pseudo-poeta em meu pais, e vejo ainda pessoas aceitando isso como poesia, que absurdo.
    16 abril, 2012 as 18:41
  98. Ada kroef, Paulo Silva…. vc deve ser juiz… é fácil julgar…. se fosses tão indiferente ao texto, pq escreve tantos ataques… As pessoas tem direito de gostar ou não! vc é um autoritário que quer imporuma opinião e julgar todos que aqui se manifestara, além do Luis Serguilha… Absurdo!!!! Tupiniquim és tu!!!! Não baixe o nível da discussão… apenas coloque o que ahas! Absurdo é vc!!! Pois conheço vários escritores portugueses que o admiram… mas ele não precisa de defesa e muito menos de julgamentos… arte é arte e afeta cadaum deum modo!
    1 junho, 2012 as 5:46
  99. Ada kroef, Desculpem-me os erros, mas estou tão indignada que ficou deste jeito, nem revisei….
    1 junho, 2012 as 13:17
  100. Ada kroef, Um devir-ácaro, onde há pele humana, há micro-fascismo!!! Sr Paulo Silva!!!
    2 junho, 2012 as 20:28
  101. Décio Machado, Frente a um veículo desses, com tais posturas, fico pensando para quê esta Revista foi lançada? As posturas e as defesas de uma poesia reconhecida por critérios técnicos lembram-me longos e intermináveis processos jurídicos, cuja burocracia vem barrar qualquer tentativa de algo novo. Novo para estas criaturas é passível de interdição. Daí, a montanha de argumentos para desqualificar e despotencializar aquilo que escapa às lições tão bem reproduzidas por estes críticos, que pretendem legitimar-se com duros parâmetros. Eles parecem não saber que, quando a arte reproduz, já deixou de ser arte! Esta preocupação de um enquadramento é tão disciplinar!!!! E estes que se dizem “paladinos da poesia” não passam de carcereiros. No máximo, poderiam ser considerados alunos bem aplicados, porém mediocres, na medida em que só conseguem fazer bem uma “arte de esquadro” que traenchendo formas e normas de contrução com frases tão inteligíveis e previsíveis. Suas atitudes, nesta manisfestação reacionária de preservar os moldes da arte, deixam visivel um ressentimento. Ah!Estas forças reativas que o acirram diante daquilo que traz o inusitado. São manifestações desesperadas de quem não consegue criar. A polêmica adquire um cheiro de revista de fofocas… Quantoao “réu” e as suas “palavras soltas”, será o poder de contágio de sua obra que indicará a força de criação. A sua arte já se manifesta na ousadia de enfrentar estas babaquices reguladoras e se lançar ao desconhecido, usando sons e imagens que desenham um modo de perceber as coisas. Se o que ele faz não é legítimo, já se torna arte!! Se o que ele escreve é sem sentido, traços revolucionários se insinuam. Convém deixar os “fracos”, com sua impotência e seu reacionarismo, a esmo, visto que suas críticas assemelham-se aos comerciais das “meias Lupo”. Para eles, falar em lobas significa anúncio para mulheres de meia-idade. Esta ligação sinaliza que estão mais próximos da publicidade que da poesia. A força de Serguilha traz um embaralhamento interessante. Isto expressa um traço de arte que nenhum artista-crítico ressentido conseguirá represar.
    7 junho, 2012 as 3:50
  102. Perséfone, acabei de abrir um texto meu, que falava exatamente sobre isso, em que falo da poesia de Serguilha como obra de arte, anyway, c’est la vie…
    8 junho, 2012 as 1:35
  103. Paulo Silva, Ao que tudo indica mais fascista são suas ofensas Sra. Ada, em me chamar de “devir-ácaro” e “micro-fascista” em um meio de comunicação publica e altamente democrático, onde expus minha opinião. Tenho sim todo o direito de não gostar e de expor o que sinto da forma que acho que bem me cabe dizer. O escritor quando expõem seu trabalho deve estar preparado para receber criticas de todas as formas, sejam elas negativas ou positivas. Isso Sra. Ada, se não é do seu conhecimento, lhe informo que faz parte de um processo democrático, onde as pessoas são livres para terem suas próprias opiniões e não serem condenadas por não concordar com tudo que nos empurram como sendo arte. E sobre o vasto comentário que não diz nada, do Sr. Décio, acredito fortemente que para essas “lobas” que ai defendem esse “Dom Serguilha” com unhas e dentes, tão pouco compreendem ou tem capacidade para compreender o que esse “dito poeta” escreve, apenas eriçadas por uma palavra que já muito banalizada e usada de forma burlesca e caricata, “loba”, da qual nem tem compreensão lingüística para entender o real significado dessa espécie, acabam por dar vazão a um escritor apenas pelo fato de se dizer “poeta” e ser estrangeiro, que logo se atiram aos pés deste como que encantadas por uma falso fascínio. E continuo afirmando meus caros ainda hoje lamentavelmente muamba é sim trocada por ouro e isso se perpetua em nosso país, do Brasil colônia até os dias de hoje, e vejo que agora infelizmente passa a vigorar no nosso meio literário uma lastima. Bem e por fim me dirijo a Sra. Perséfone, se tens um texto que julgas comprovar que isto o que esse “dito poeta” escreve é obra de arte, desafio-a mostrar tal texto e se me convencer de que esse Dom Serguilha é capaz de criar obra de arte, coisa que duvido que vá me convencer, mas se sim lhe entrego minha alma a seus cuidados.
    17 junho, 2012 as 16:37
  104. Francisco dos Santos, “Aquele que vem ao mundo para não perturbar nada não merece nem respeito nem paciência” – René Char
    23 julho, 2012 as 21:31
  105. Camões Pessoa De Sá Carneiro, Eu não entendo como o cineasta Márcio Vaccari que se diz independente estéticamente e que não faz concessão fazer um filme poema sobre o serguilha. Sinceramente eu não entendo. Temos grandes poetas. Poetas com P maiúsculo e em condições de receber tamanha homenagem. serguilha está MATANDO A POESIA. serguilha não é poeta nem aqui nem em Portugal e nem em lugar algum. serguilha não passa de uma fraude. Márcio Vaccari, meu caro, caíste assustadoramente em meu conceito e no conceito das pessoas que admiram sua obra “estéticamente independente”. Que decepção!!!
    24 maio, 2013 as 21:18
  106. Camões Pessoa De Sá Carneiro, Desconcertei o gajo.
    24 maio, 2013 as 21:20
  107. LUIS SERGUILHA, http://www.youtube.com/watch?v=MrOrmFp8_eU
    11 julho, 2013 as 1:36
  108. Caio Mario Britto, O que li foi muito de desrespeito e pouco de crítica construtiva. Muito de falta de consideração e conhecimento de crítica literária. Que, por sinal, hoje em dia está mais para notícias sobre lançamentos, que para analises literárias com conteúdo. Parabéns, Luís, não só por seus textos, mas pela coragem de se expor a esse tipo de considerações. É como diz o Camões Pessoa De Sá Carneiro: Serguilha está MATANDO A POESIA. Qual poesia ele está matando, se não se aponta qual? Isso é falta de cultura. Diga qual poesia ele está matando; explique as razões de sua posição; faça um estudo comparado de ambas, a dele e aquela que ele está matando. Por favor, sejamos lógicos: gostar é uma coisa que, às vezes, nem de explicação carece. Mas sair distribuindo críticas sem fundamentos, isso é outra, nada digna de uma pessoa razoavelmente culta. Parabéns, Luís Serguilha por desafiar a passividade.
    11 julho, 2013 as 15:21
  109. marisa pedrosa de almeida, (…) um bom momento pra retomada da leitura de ‘Loba Urasau’ para (re)encontrar o poeta nos ‘desdobramentos do homem IN NATURA’. E na carona com Caio Mario Britto, parabenizo o poeta por desafiar a passividade em nós, leitores, que permitiram-se ao exercício dos comentários nesta ‘correnteza dialógica’. Ressalto aqui a autoria das expressões ‘homem IN NARURA’ e ‘correnteza dialógica’ que são do próprio poeta Luís Serguilha.
    11 julho, 2013 as 17:52
  110. marisa pedrosa de almeida, Favor desconsiderar duplicidade no comentário…
    11 julho, 2013 as 17:58

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