Sobre a crônica de Linaldo Guedes 2


…e deixe as coisas mais próximas de si mesmas. A poesia mora na verdade… e a vida é tão urgente! Para contemplar o tempo da Arte, aquele que é sempre origem, é necessário estar longe do tempo do relógio e da queda, o fluxo é outro. Para falar a língua do poema, é preciso estar longe da fala da máscara, esta que vem do jargão do dominó que vestimos, seja ele de pai de família, menino rebelde, ou professor literário. Nada é tão distante da fruta quanto a casca. Não é subjetividade. A música pulsa de um lugar, onde a obra toca para os seus próprios ouvidos