CONFISSÃO DO POETA AUGUSTO DE CAMPOS


No domingo, na Casa das Rosas, dentro da programação O QUE É A POESIA, organizada pelo poeta e ativista cultural Edson Cruz, o ensaista, tradutor e poeta Augusto de Campos acabou confessando que seu maior prazer é ler poesia. Em seguida, é traduzir os poetas que ele ama e admira. E esclareceu uma questão importante: não escreve sobre aquilo que não gosta ou não lhe interessa. Por isso, estranha o rótulo de ser um polemista.
Contou, ainda, algumas passagens do Oswald de Andrade. Dentre elas, o fato de ele estar isolado. Naquela época,começo dos anos 50, quem estava pontificando era a geração de 45. Exatamente aquela que se opunha aos avanços e as conquistas dos modernistas. Segundo sua análise, Oswald percebeu naqueles jovens (Augusto, Haroldo e Décio) e nessa geração que estava surgindo, propostas inovadoras que poderia oxigenar nossas letras.
E ofereceu aos 3 uma edição limitada de seu livro, Poesia Reunida, ilustrada por Tarsila, Segall e outros importantes artistas plásticos. A tiragem desse livro: 200 exemplares, numerados e assinados pelo autor.